O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 28/10/2021
A lei n° 5.197, de 3 de janeiro de 1967, caracteriza como crime o comércio de animais silvestres. No Brasil, são retirados da natureza cerca de 38 milhões de animais por ano, e esse trabalho sujo não fica para os traficante mas para aqueles que não tem condições básicas de vida, chegando a ponto de aceitar trabalhos como esses para receber R$1 ou R$2 por animal.
Os dados do Ibama que revelam a retirada anual de aproximadamente 38 milhões de animais do seu habitat, também revelam um fato ainda mais assustador, cerca de 4 milhões desses conseguem sobreviver para serem vendidos. Muitas vezes as mortes desses animais ocorrem por traumas psicológicos ou físicos, sem contar na péssima condição de transporte e a péssima alimentação. Os traficantes desses animais costumam fechar muito bem o ambiente onde transportam os animais, tudo para prevenir a possível emissão de ruídos deles. A proporção de venda e captura é de 1 para cada 10 animais capturados e isso revela outra grande questão: os custos de captura desses animais.
Os animais que são capturados, como já dito, não são capturados pelos traficantes, é um trabalho desnecessário para eles que podem pagar mixarias para que pessoas mais humildes, as quais muitas vezes não tem nem saneamento básico e nem alimentação de boa qualidade, façam o trabalho mais pesado. Os valores que são estimados é de um pagamento variado, 1 ou 2 reais por animal e, dependendo da espécie, o valor de revenda é de 300 reais. Nesse caso o problema já se torna algo voltado para o social, uma vez que é pela falta de estrutura que as pessoas aceitam esses serviços.
O governo deveria montar estratégias de conscientização social, além disso deveria pensar em longo e curto prazo, investindo no ensino básico, já fazendo o trabalho de conscientização e despertando a vontade dos mais jovens para continuarem seus estudos e se dedicarem nas áreas científicas, como nesse caso a biologia, e também investir nos institutos que fazem a fiscalização desses tipos de crimes, sem contar o investimento na segurança pública, como a Polícia Rodoviária Federal que é responsável pelas estradas do país e fazem constantes fiscalizações. Talvez com mais investimentos nesses setores e uso de melhores tecnologias, consigam frear o tráfico descontrolado de animais. Tudo isso teria uma causa final que é uma queda drástica nos índices de tráfico de animais, esperando-se como resultado a falência desse comércio.