O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 28/10/2021
O “Mito da Caverna”, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a realidade em virtude de sair de sua zona de conforto. Metáfora trágica da condição humana, esse quadro pode ser facilmente aplicado ao combate ao comércio ilegal de animais silvestres, que se aprofundo em meio a conduta insipiente do corpo social brasileiro, o qual não compreende os reais fatores que fomentam esse empecilho. Mediante o exposto, observa-se que essa realidade se deve à fácil comercialização desses animais e somado a isso, a desatenção midiátiaca. Sendo assim, é notável a necessidade de projetos que viabilizem a amenização de tais adversidades.
Em primeira análise, é nítida que a comercialização de animais em muitos lugares é, lamentavelmente, de simples acesso como por exemplo em regiões brasileiras onde acontecem feiras para a venda desses animais mesmo sendo ilegal. Uma prova de como se tornou acessível adquirir um animal silvestre é o dado da WWF – ONG que atua nas áreas da conservação, investigação e recuperação ambiental –, o tráfico de animais movimenta cerca de 10 bilhões de dólares por ano no mundo. Sendo assim se torna claro que existe uma insuficiente fiscalização, prejudicando ainda mais o número de animais em extinção pois não tendo uma punição, maior vai ser a comercialização do animal.
Paralelamente, a negligência midiática é um grande empecilho tento em vista a pouca divulgação sobre os casos de comercio ilegal dos animais silvestres. Isso ocorre porque muitos indivíduos desconhecem que é ilegal a compra de animais silvestres e também não sabem quais animais se enquadram como silvestres e esse fato facilita até a falta de denúncia. Ademais a carência de informações sobre do que se trata o tráfico de animais silvestres, quem pode ser responsabilizado, como obter a autorização do IBAMA, entre outros, reforça essa adversidade.
Com as informações apresentadas, fica evidente, portanto, que mudanças devem ocorrer. Assim as mídias, televisivas ou não, devem divulgar mais informações como números de denúncias com o intuito das pessoas denunciarem mais casos, além de promoverem campanhas a fim da criação de mais unidades especializadas, maior contração de fiscais capacitados.