O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 27/10/2021
No limiar do século XVI, com a chegada oficial da colonização portuguesa ao Brasil cultivou-se a ideia de que nossos recursos são infinitos A exploração da flora e, a posteriori, da fauna brasileira eram vistas como fontes de renda para a colônia portuguesa, por meio da política do mercantilismo. Percebe-se atualmente que o problema está intrinsecamente associado à realidade brasileira, seja pela ineficiência das leis, seja pela dificuldade de fiscalização.
É inegável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Para Saint-John Perse, a democracia, mais do que qualquer outro regime, exige o exercício da autoridade. Nesse contexto, é possível perceber que a morosidade da justiça brasileira vai ao encontro do princípio do sociólogo, servindo de salvo conduto para criminosos - já que as leis são leves e não promovem uma punição adequada à gravidade do problema. Dessa forma, o reforço da prática da regulamentação de leis rígidas como forma de combate a problemática é uma necessidade, e não um fato opcional.
Territorial dificulta a fiscalização do contrabando de animais silvestres. Segundo dados divulgados pelo IBGE, cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados todos os anos de seu habitat e nicho ecológico. Assim as ações de criminosos não só submetem os animais a condições insalubres de vida, mas também promovem o esvaziamento das florestas.
É evidente que medidas, portanto, necessários para resolver o impasse. Segundo Nelson Mandela, são as ações positivas responsáveis pela mudança do mundo. Diante disso, a população deve ter papel ativo para a solução do problema denunciando essa problemática através de viés onlines ou mesmos ramais de telefonia. Ademais, o Governo Federal deve dedicar parte da arrecadação da Receita para criar programas de monitoramento por meio de satélites que possibilitem a real fiscalização desse problema. Por fim, o Legislativo deve criar leis que punam de forma mais severa os criminosos tornando essa problemática um crime hediondo.