O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 26/09/2021

O filme “Rio” retrata em seu repertório de cenas o tráfico de animais silvestres, posto que a longa-metragem exibe a história de uma ararinha-azul chamada Blu que ao nascer foi capturada na floresta do Rio de Janeiro. Sob essa ótica, o combate ao comércio ilegal de animais selvagens encontra-se fragilizado pondo em risco, diariamente, a biodiversidade da fauna brasileira. Nesse panorama, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de conscientização representam o impasse disposto no país.

Em primeiro plano, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção da ordem social. Com isso, infelizmente, o Código Penal brasileiro, o qual considera o tráfico ou comércio ilegal de animais silvestres como crime, posiciona-se, diante do ato inadequado, de maneira insuficiente, uma vez que os infratores não recebem a devida punição da violação, perpetuando, dessa forma, a continuidade progressiva do delito. Nesse sentido, descumprimento do código demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a diversidade biológica nacional, que é restringida de sua proteção intensiva, na medida em que, segundo o portal de notícias da Globo, G1, 38 milhões de animais são retirados da natureza por ano. Desse modo, é visível a incompetência da máquina administrativa da nação, já que ela não cumpre seu dever de anteparo ambiental.

Ademais, é perceptível a falta de conscientização na atual década, visto que a sociedade desconhece assuntos de elevada relevância territorial. Nesse contexto, é importante salientar que, segundo o filósofo Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana. Dessa maneira, é válido apresentar que o desconhecimento acerca dos malefícios do comércio ilegal da vida selvagem influi decisivamente na sua continuidade, pois a carência de informação perante o assunto dá persistência ao negócio ilícito, dado que o público irá manter a compra desses animais. Logo, hodiernamente, é imprescindível uma mudança social para reversão desse quadro caótico brasileiro.

Portanto, faz-se necessário debate acerca do combate ao comércio ilegal de animais silvestres. Assim, cabe ao Governo Federal, órgão com instância máxima da administração executiva do país, o aprimoramento e a intensificação do Código Penal brasileiro, mediante verbas destinadas do cofre público, com o intuito de minimizar o contrabando de animais. Além de providenciar, com o Ministério da Educação, a elaboração de campanhas, que serão disseminadas na mídia, por meio de capital proveniente do governo, que alertem e conscientizem a população a não comprar bichos selvagens. A partir dessa ação, será possível reverter a problemática, progressivamente, e deixar apenas nas telas televisivas o triste exposto no filme “Rio”.