O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 15/09/2021
A história da humanidade é marcada por vários acontecimentos interessantes, entre eles, pode-se citar a o descobrimento do brasil pelos portugueses, visto que a região já era habitada por várias tribos indígenas. Assim, entre os poucos povos que sobreviveram a exploração portuguesa, conseguiu-se conservar uma das principais características dessas sociedades: o respeito e o equilíbrio com a fauna e a flora. Contudo, a comunidade contemporânea pouco aprendeu com esses aborígenes, pois, existe um crescente comércio ilegal de animais silvestres. Dessa forma, tal ação ameaça biodiversidade em virtude da ausência de aplicabilidade das leis.
Em primeira análise, é fundamental destacar o filme “Rio”, uma vez que tal obra cinematográfica aborda acerca do tráfico de animais e suas consequências. Na narrativa, pode-se observar a história do protagonista Rio, uma arara azul, retirada da floresta Amazônica e traficada para os Estados Unidos. Assim, em decorrência dessa prática ilegal, restaram-se apenas um casal de araras azuis no mundo, e o dever de seus tutores é faze-los reproduzir entre si para perpetuar a espécie. Nesse sentido, fora do cinema, é evidente que o tráfico de animais silvestres proporciona a extinção das espécies, provocando danos a biodiversidade as interações ecológicas.
Ademais, segundo a Constituição federal do Brasil, existem diversas leis que proíbem o tráfico, venda e maus tratos dos animais silvestres. Entretanto, segundo uma pesquisa realizada pela ONU (Organização das Nações Unidas), tal ação corresponde ao terceiro maior comércio ilegal do mundo, e grande parte desses contrabandos são realizados dentro do próprio território brasileiro. Dessa forma, é fato que tais leis não são eficientes, pois inexiste uma investigação eficaz e efetiva para que se possa aplica-las.
Portanto, infere-se que ainda existem entraves para solucionar o problema em questão. Consequentemente, urge ao Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela política nacional de biossistemas, intensificar as investigações relacionadas ao tráfico de animais, com a finalidade de por um fim a essas organizações criminosas e salvar as espécies em perigo. Além disso, também é interessante que o Ministério da Educação, promova campanhas conscientizadoras nos meios digitais, orientando a sociedade a não adquirir animais silvestres como bichos de estimação. Isso posto, espera-se que o problema seja solucionado.