O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 01/07/2021

Segundo o filosofo Thomas Hobbes ‘‘É dever do Estado garantir o bem estar de todos os indivíduos em sociedade. Contudo, percebe-se a negligência do poder público perante a problemática do tráfico de animais silvestres. Sabe-se, que a falta de divulgação desta mazela ocasiona o desinteresse da população, assim o crime se torna mais presente do dia-a-dia.

Primeiramente, é irrefutável dizer que apesar da existência da lei n 5.197, 3 de janeiro de 1967 que torna o comércio de animais silvestres ilegal, não há uma real punição já que muitas das vezes o criminiso precisa apenas pagar fiança, ou seja, não existe um investimento para que as taxas deste crime diminuam. Vale pontuar que um dos inumeros fatores que contribuem para o crescimento desta mazela é a grande demanda de compradores, o tráfico de animais silvestres fica na terceira posição no ranking  de maiores comércios ilegais, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas.

Em segundo instante, os casos de tráfico de animais sofrem de mais um problema, após as operações, os animais são resgatados e levados para os centros de reabilitação. Entretanto, em algumas situações as condições desses centros são piores que as do cativeiro que o animal foi resgatado. Com isso, fica claro o descaso do poder público com os animais e evidente que estão indo contra o conceito de Hobbes, pois os animais também são indivíduos que compõem a sociedade.

Desse modo, urge que medidas sejam aplicadas para atenuar a problemática. Portanto, o Poder Legislativo deverá criar leis mais rigidas para traficantes e compradores de animais; assim o Ministério da Justiça deve enviar recursos para a policia fiscalizar aeroportos, fronteiras e os centros de reabilitação, além de investivir em formas de divulgação para conscientizar a população. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente deve melhorar os centros de reabilitação dos animais recapturados. dessa forma a problemática será amenizada.