O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 27/05/2021

De acordo com o artigo 225 da Constituição federal, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Contudo, com o aumento do comércio ilegal de animais silvestres, tal direito tem sido significativamente abalado. Nesse sentido, o uso de animais para entretenimento da população, como também, a caça dos bichos que prejudicam os biomas por conta da relação ecológica dos animais com vegetações, são motivos pelo qual o assunto deve ser combatido.

Em primeiro plano, de acordo com o site pensamento verde, as aves mais vendidas ilegalmente no Brasil são as aves canoras, entre elas estão o Canário, Curió e o pássaro apelidado de chorão. Essas aves, são usadas como entretenimento  por conta de suas sonoridades. Entretanto, nenhum animal deveria ser retirado de seu lar para servir de divertimento para as pessoas. De maneira análoga à isso, em 2019 na cidade de Curitiba, guardas municipais resgataram aves que estavam presas dentro de garrafas pet prontas para serem vendidas.

Ademais, a retirada de certos animais causam impactos em biomas brasileiros, como a árvore manduvi que  é uma espécie-chave para a população de arara-azul no Pantanal. As araras são responsáveis por espalhar as sementes de manduvi, garantindo então que essas árvores componham o Pantanal, tirando esses animais a semente não irá se dispersar, por fim, prejudicando o bioma predominante do centro-oeste brasileiro.

Em suma, são necessárias medidas para mitigar essa problemática. Para tanto, é imprescindível que o Estado fiscalize mais pontos de tráfico e sancionar leis mais brandas para portadores ilegais de animais silvestres. Não apenas, é fundamental que haja uma conscientização em massa, por meio de propagandas e noticiários que mostram a real crueldade que esses animais passam e o risco de prejudicar biomas indispensáveis para o país. Para que então, os animais tenham suas vidas livres e que o artigo 225 seja uma realidade.