O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 03/05/2021
No filme “Rio”, é retratado os desafios para resgatar a arara-azul “Blu”, a qual é uma espécie em extinção. No decorrer da trama, o animal luta pela sobrevivência mediante o local precário em que está inserido e aos maus tratos sofridos. Fora da ficção, esse cenário não destoa da realidade brasileira, uma vez que o combate ao comércio ilegal de animais será possível, na medida em que não só houver a deslegitimação da educação técnica e conteudista ofertada, mas também pelo reconhecimento dos prejuízos socioambientais gerados. Convém, portanto, analisar de forma crítica essa problemática.
Diante desse aspecto, no livro “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire, o autor defende o emprego de uma educação humanística, isto é, o ensino não deve ser pautado em conteúdo puramente técnico, mas sim em interações que acentuem o senso crítico e reflexivo dos alunos. Nesse contexto, nota-se que o contrabando de animais é potencializado devido à ausencia dessa educação defendida por Freire, visto que não há, majoritariamente, nas escolas, discussões que estimulam a denúncia ao tráfico nem aos danos ambientais acarreatdos. Dessa forma, embora seja dever da Constituição Cidadã de 1988 garantir a todos um ensino de qualidade perante a lei, na prática, tal isonomia não é concretizada, o que é representado pelo baixo índice de condenação àqueles que comentem crimes contra a fauna.
Por conseguinte, durante o período pré-colonial brasileiro, os europeus extraíram as riquezas naturais do território, especialmente as aves, sem preocuparem-se com os prejuízos ambientais, já que não havia repressão popular. Sob essa ótica, é perceptível que em virtude desse panoramna histórico associado com tal educação precária, criou-se uma banalidade frente aos problemas provenientes do contrabando animal. Entretanto, faz-se necessário compreender que esse ato implica desequlíbrios no ecossistema, posto que a ausência de uma espécie compromete a existência de outra, além de se alterar as condições climáticas em âmbito mundial.
Enfim, com o intuito de que o filme “Rio” deixe de representar a realidade, medidas são precisas. Assim, urge que o Ministério da Educação, em sincronia com as escolas, insira, na grade curricular escolar, uma disciplina que se destine ao debate acerca dos empecilhos gerados pelo comércio ilegal de animais, como também enfatizar os canais de denúncia. Isso, só será possível por meio de videoaulas, as quais devem demonstrar os cativeiros inóspitos em que os bichos são retirados, a fim de que haja uma sociedade mais instruída e a extinção do tráfico animal.