O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 29/04/2021

De acordo com o Auguste Comte, pai da sociologia, todo evento ocorrido na sociedade é necessário para o progresso dela. Entretanto, essa ideia não é assertiva, tendo em vista que o comércio ilegal de animais silvestres é um regresso social, pois, prejudica a falna. Apesar de ser uma problemática para o corpo social, seu combate é dificultado em virtude do desconhecimento da população e da ausência de leis efetivas.

Diante disso, a ausência de conhecimento das pessoas a cerca da dificuldade na criação de animais silvestres faz com que o seu contrabando seja incentivado devido à demanda. Nesse sentido, a teoria do sociólogo Émile Durkheim diz que um indivíduo só pode agir na medida em que conhece o contexto em que está inserido. Nesse viés, a falta de sabedoria impede que os cidadãos tenham a ação correta, ou seja, não comprar esse grupo de animais, e consequentemente, desincentivar o comércio ilegal.

Além disso, existêm leis que impedem o tráfico de animais, não obstante, não é algo efetivo. Nesse contexto, vale ressaltar a teoria do filósofo Thomas Hobbes, na qual diz que todo homem nascem mau, e por conta disso, abre mão de sua liberdade e a entrega para o Estado, que cria leis para controlá-lo. Por conseguinte, um meio importante para o combate do mercado ilegal de animais são as leis, que enquanto não estão sendo efetivas, têm de serem mudadas.

Portanto, o desconhecimento e a ausência de leis que funcionem são entraves relevantes para a solução do problema, e devem ser combatidos. Mais precisamente, a mídia deve levar o conhecimento necessário para a população por meio de matérias jornalísticas, com a participação de um veterinário, que informe as dificuldade e os cuidados extremos que são necessários para a criação de animais silvestres, com o objetivo de gerar uma ação de recusa à compra deles. Além disso, o Corpo Legislativo deve aumentar a efetividade das leis com o aumento da pena para quem comete o crime de tráfico de animais, com o fito de inibir essa ação prejudicial à falna, que ameaça extinguir várias espécies.