O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 12/05/2021
O tráfico de animais silvestres não é apenas uma ameaça destrutiva para as espécies de animais e para a preservação da biodiversidade brasileira, como é também uma prática criminosa. De acordo com a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS), a ação é considerada a terceira maior atividade ilícita do mundo e gera uma grande rede de pessoas envolvidas em negociações clandestinas, principalmente pela alta lucratividade. Remediar tal problemática é imprescindível.
A priori, essa atividade é a maior responsável por colocar em extinção inúmeras espécies de animais, que são retirados de seus habitats para meros e banais fins comerciais, sem a mínima preocupação com a continuidade da espécie e com o impacto que isso causará na natureza. O comércio ilegal ocasiona desequilíbrios ecológicos e sofrimento aos animais. “Cada espécie tem uma função ecológica. Tirar uma espécie da vida livre abre uma lacuna, porque não haverá outra para desempenhar aquele papel”, afirmou a Coordenadora de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio/ICMBio).
A posteriori, de acordo com o site da Ufms, estima-se que o comércio ilegal movimente de 10 a 20 bilhões de dólares por ano no mundo. Desse total, 10% corresponde ao Brasil, o equivalente a 38 milhões de bichos das florestas e matas do país. Na maioria das vezes, quem compra as espécies silvestres tem a intenção de cuidar delas como animais de estimação. No entanto, o bem estar do animal silvestre não depende apenas de carinho e boas intenções do comprador. Estes animais criados como domésticos, sofrem com a solidão, com o pouco espaço e tem dificuldade para se reproduzir.
Portanto, para combater o comércio de tráfico ilegal de animais silvestres, o Governo Federal deve dedicar parte da arrecadação da Receita para criar programas de monitoramento por meio de satélites, que possibilitem a real fiscalização desse problema. Por fim, o Legislativo deve criar leis que punam de forma mais severa os criminosos, tornando essa problemática um crime hediondo. A fim de tirar o Brasil da rota desses criminosos e proteger a biodiversidade do país.