O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 01/04/2021
Na longa-metragem “Rio” é retratado a captura e o tráfico de animais, nesta produção narra-se a história de uma arara-azul, uma espécie de ave em extinção. Analogamente à obra fictícia, milhares de animais silvestres- aqueles que não passaram pelo processo de domesticação- são contrabandeados por todo o mundo. Nessa perspectiva, o Brasil, país conhecido mundialmente por suas belezas naturais, atua como cenário para o comércio ilegal de animais silvestres, uma atividade ilegal que deve ser combatida, pois, ocasiona diversas consequências aos animais e aos seres humanos.
É válido descartar, primeiramente, que o Brasil possui ampla biodiversidade em sua fauna, característica atraente àqueles que realizamo tráfico ilegal de animais silvestres. Nessa perspectiva, segundo o IBAMA, instituto responsável pelo meio ambiente brasileiro, cerca de 90% das espécies contrabandeados morrem durante o percurso até o destino. Sob esse viés, infere-se o desequilíbrio ecológico ocasionado por esse comércio ilegal, que compromete a heterogeneidade biológica ao induzir novos espécies de animais ao risco de possível extinção.
Em segundo lugar, as consequências impostas aos seres humanos por esse crime afetam a saúde, ao torná-los vulneráveis a doença que outrora assistiram apenas em ‘habitats’ selvagens. Nesse sentido, a organização das nações unidas afirma que ao menos 70% das doenças infecciosas emergentes a partir de 1940 derivam de interações com animais silvestres. Desse modo, torna-se evidente que o comércio ilegal de animais silvestres comprometem a vida dos seres humanos, ao expor seus sistemas imunológicos a agentes infecciosos desconhecidos, como a HIV-1, que teve origem em chimpanzés.
Portanto, o comércio ilegal de animais silvestres, como representado na obra “Rio” deve ser combatido, de modo a minimizar seus impactos no Brasil. Por esse motivo, cabe à Polícia Militar Ambiental, atuar com uma fiscalização mais rígida sobre os ambientes silvestres, utilizando aparelhos digitais como “drones” como câmeras que auxiliaram a encontrar focos imediatos de contrabando de animais. Ademais, o Poder Legislativo deve realizar uma reforma no Código Penal relacionado a crimes ambientais e criar novas leis sobre a punição do comércio ilegal de animais silvestres, a fim de penalizar os indivíduos que executam esse crime.