O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 13/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma ilha imaginária na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, o que se observa na realidade brasileira é o oposto do que foi idealizado por More, uma vez que o comércio ilegal de animais silvestres destaca-se como um importante desafio a ser enfrentado pela sociedade. Esse cenário tem sua origem na falta de consciência ambiental e possui impactos negativos. Logo, convém a análise dessa conjuntura com o intuito de mitigá-la.
Vale ressaltar, a princípio, a carência de políticas educativas que proporcionem uma consciência ambiental contra a biopirataria. Nesse sentido, um dos motivos do trafico de animais silvestres é a obsessão pela exclusividade de possuir espécies exóticas e, por isso, pessoas se dispõem a pagar altas quantias por esse serviço criminoso. Sob essa perspectiva, o educador Paulo Freire destaca a educação como elemento fundamental para mudanças sociais e, por isso, defendia um ensino capaz de estimular reflexões críticas que levem a uma maior compreensão da sociedade. Desse modo, nota-se a importância do ambiente escolar para orientar os jovens a respeito dos impactos socioambientais do comércio ilegal de animais silvestres com intuito de estimular maior engajamento contra essa prática.
Ademais, há preocupantes problemáticas advindas desse contexto. Em vista disso, o líder pacifista Mahatma Gandhi explica que a natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a ganância. Nesse sentido, é possível destacar que a biopirataria contribui para extinção de espécies, desequilíbrio de ecossistemas e perda de substâncias com possíveis potencialidades medicinais, as quais são importantes não só para o desenvolvimento científico da saúde, mas também para geração de renda no país. Desse modo, nota-se que a importância de combater o tráfico de animais silvestres. Portanto, para amenizar o quadro atual, cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas que, por meio de oficinas pedagógicas, discussões engajadas e palestras, possua como finalidade alertar sobre a nocividade socioambiental do comércio ilegal de animais silvestres. Esses eventos devem contemplar desde a educação básica até o ensino superior e contar com a participação de profissionais especialistas no assunto. Além disso, o Poder Público, por meio de verbas governamentais, deve ampliar a atuação de policiais militares ambientais nas regiões mais vulneráveis com intuito de combater diretamente a ação dos criminosos. Assim, essas medidas possibilitarão a concretização de transformações desejáveis na realidade brasileira.