O combate ao comércio ilegal de animais silvestres

Enviada em 28/11/2020

Tem-se conhecimento de que o Brasil é um dos países com a maior biodiversidade de fauna e flora do mundo, porém, o mesmo país é o que mais realiza tráfico ilegal de animais silvestres, segundo a Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres), a estimativa é de que todo ano 38 milhões de animais são retirados da natureza brasileira. Diante disso, é possível citar problemas como alteração da saúde pública, do ecossistema e a extinção de muitas espécies.

Certamente, um país que possui um índice alto de crimes relacionados ao comércio ilegal de animais silvestres, pode sofrer com a saúde pública de sua população. Tal situação se dá por conta da alteração do ecossistema local, pois, os animais fazem parte do equilíbrio desse ecossistema, e a retirada constante desses animais de seus nichos e habitats faz com que haja uma deficiência de polinização, dispersão de sementes, reduz drasticamente a biodiversidade de um determinado ambiente, além disso, se torna muito frequente a disseminação de zoonoses, cerca de 180 dessas zoonoses foram identificadas, por exemplo, tuberculose, raiva, leptospirose, entre outras Logo, colocando a saúde pública em risco.

Ademais, outra consequência grave resultante do comércio ilegal de animais silvestres é a extinção de muitas espécies raras ou comuns, afetando diretamente outras espécies com as quais se relaciona, causa também empobrecimento da diversidade genética, alteração na cadeia alimentar e nas relações ecológicas  e todos esses fatores irão resultar em um desequilíbrio ecológico. Vale pensar também nas reservas naturais e parques que abrigam esses animais e que são pontos turísticos que geram grande economia para o país, logo se a extinção se tornar uma atividade recorrente além de afetar toda a biodiversidade e ecossistema de determinada região, afetará também toda parte comercial e econômica dos estados e do país, fazendo que haja um número considerável de desemprego.

Diante o exposto, se faz necessário criar mecanismos em prol do combate desta prática ilegal, tal como promover medidas e projetos de leis realizadas pelo o IBAMA e órgãos responsáveis pelos animais e pelo meio ambiente, por meio de uma maior fiscalização em áreas  verdes, em reservas naturais e principalmente nas fronteiras do país. Realizar também uma averiguação e adequar de melhor maneira as penalidades para quem cometer esse tipo de crime, para que assim haja um menor índice de tráfico ilegal desses animais, de modo que não seja ainda mais alterada a biodiversidade local e não coloque em risco a vida dos animais e nem das pessoas próximas à região das reservas naturais.