O combate ao comércio ilegal de animais silvestres
Enviada em 23/10/2019
No quadro “O homem desesperado”, do pintor realista Gustave Courbet, é demonstrado um cenário de instabilidade mediante a expressão representada pelo autorretrato do personagem. Hodiernamente, tal obra pode ser atrelada ao contínuo comércio ilegal de animais silvestres, o que mostra a conjuntura de caos anteriormente prevista na arte. Dessa forma, deve-se analisar como o hipercapitalismo e a passividade governamental intensificam a problemática em questão.
A priori, observa-se que, de acordo com o filósofo alemão Karl Marx, a sociedade atual está inserida em um modelo hipercapitalista, que visa constantemente a maximização dos lucros. Analogamente, tal pensamento é atrelado aos comerciantes que, por sempre estarem interessados no capital, passam a vender animais silvestres ilegalmente, mesmo que isso vá desencadear a extinção de diversas espécies.
Ademais, nota-se que a passividade governamental também é responsável pela problemática. Isso ocorre porque, mesmo sendo garantido na Declaração Universal dos Direitos dos Animais a liberdade dos animais silvestres a viverem em seu habitat de origem, a venda ilegal destes ainda continua aumentando explicitamente, sendo o Brasil responsável por 15% do comércio mundial segundo o Ibama. Nesse cenário, é observado uma relação às obras do filósofo grego Aristóteles, que afirmam que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado.
Torna-se evidente que a passividade governamental, atrelada ao hipercapitalismo, faz com que a problemática seja cada vez mais presente na sociedade. Portanto, o Poder Judiciário, por meio da aplicabilidade efetiva das leis, deverá garantir o fim do comércio de animais silvestres a fim de que estes possam desfrutar de seus direitos e vivam com dignidade em seus habitats.