O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 07/04/2024
No Brasil, 42% dos jovens diz ter sofrido bullying na escola, de acordo com o jornal “O Globo”. Nesse cenário, quase metade dos estudantes brasileiros tem a experiência acadêmica marcada pelo bullying, podendo levar a diversos problemas psicológicos às vítimas e potencialmente sendo reflexo do comportamento dos pais dos praticantes.
Os afetados podem desenvolver problemas não somente para si mesmos, mas também para aqueles que convivem com eles. Dentre os aspectos psicológicos, temos questões como a perda de motivação, traumas e o isolamento social, o que as torna suscetíveis a ideologias perigosas. Desse modo, um claro exemplo do pior resultado disso, é o caso do massacre de Suzano, onde dois ex-alunos voltaram armados para a escola em um crime planejado e inspirado em um famoso incidente dos Estados Unidos e ambos eram influenciados por ideais neonazistas.
Além disso, as raízes dessa questão estão dentro da casa daqueles que praticam essas importunações. Esses comportamentos muitas vezes são uma reprodução do comportamento do seus pais, indo de agressividade até expressões de racismo, homofobia e outros preconceitos, ou da ausência emocional destes. Na série “Os Simpsons”, o personagem é um modelo dessa discussão, Nelson agride verbalmente e fisicamente os outros alunos e ao sermos apresentados a sua história descobrimos que sua mãe é alcoólatra e seu pai o abandonou. Dessa forma torna-evidente que não se trata de uma questão simples e suas causas podem ser mais complexas do que parecem.
Portanto, as escolas do Brasil devem estar devidamente preparadas para lidar com isso. Em face do exposto, o Governo Federal deve ampliar o acesso a psicólogos nas redes de ensino, por meio do aumento da oferta de profissionais da saúde mental e da promoção de diversos tipos de acesso a eles, como terapia, grupos de apoio e consultas particulares. Tal medida tem como finalidade promover uma rede de apoio para ambos os lados, e consequentemente diminuir os casos de bullying.