O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 10/11/2023

Desde a Primeira Revolução Industrial, o mundo testemunhou avanços tecnológicos, mudanças nas redes de comunicação e transporte e um aumento na diversidade cultural e na miscigenação, especialmente em países como o Brasil. No entanto, esta realidade permanente de contacto com a diversidade não tem conseguido erradicar o bullying. Nesse contexto, dois aspectos se destacam como cruciais: a falta de ações educativas eficazes contra o bullying e a imposição de estereótipos pela mídia brasileira.

Em primeiro lugar, as escolas, como pilares da formação cognitiva e sociocultural dos alunos, têm a responsabilidade de combater o bullying e promover um ambiente de igualdade e respeito. Pesquisas divulgadas pelo site G1 Notícias indicam que cerca de 20% dos estudantes já praticaram bullying contra seus colegas, com a aparência física e a cor de pele sendo as principais razões. Isso demonstra que, devido à falta de uma educação centrada na prevenção desse tipo de comportamento.

Além disso, a imposição de padrões estéticos e de consumo pela mídia brasileira contribui para a disseminação de sentimentos de ódio e inveja entre a população. Uma pesquisa realizada pela empresa de cosméticos Dove revelou que apenas 4% das mais de 6.000 mulheres entrevistadas se sentem bonitas, enquanto quase 60% se sentem pressionadas a alterar sua aparência para se ajustar aos padrões de beleza estabelecidos.

À luz disso, é imperativo que haja uma mudança significativa. Assim como órgão encarregada do desenvolvimento educacional do país, o Ministério da Educação deve empregar recursos governamentais para fomentar uma educação mais igual e inclusiva, enfrentando os paradigmas da prática do bullying. Além de atividades dinâmicas envolvendo alunos e professores, aulas de atualidades que abordam o tema e promovam o debate, e palestras públicas que questionam a padronização midiática e promovam o respeito mútuo poder dar fim disso.