O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 30/03/2023

O filme “O extraordinário”, conta a história de um garoto que nasceu com deformidade facial e teve que realizar várias cirurgias durante sua infância. Aos 10 anos de idade ele começa a frequentar a escola e sofre com os olhares e as falas advindos de seus colegas. Tal contexto, pode se associar à necessidade do combate ao bullying no país, visto que esse empecilho permanece por conta da dificuldade de aceitação do que é fora do padrão estabelecido. Assim, não só o descaso estatal, mas também a banalização pública ajuda a naturalizar o óbice.

Isto posto, o descaso do governo frente à promoção de medidas a fim de reduzir o preconceito faz com que o imbróglio persista. Nessa lógica, salienta-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que é o conjunto de leis que buscam assegurar os direitos dos cidadãos, entre elas a segurança da liberdade individual e de escolha. Contudo, tal fator não se verifica devido a negligência do Estado ao não cumprir seu papel como precursor da proteção pública, fazendo com que padrões de corpo e personalidade ideal sejam motivos para atitudes preconceituosas. Logo, atenuando a disseminação de atos discriminatórios em diversos ambientes.

Ademais, o descompasso social atribuído a importância de se formar uma rede de apoio para acolher as pessoas submetidas ao bullying é um dos principais viéses para a continuidade da prática. Sob tal ótica, a socióloga Hannah Arendt em seus estudos acerca da corporatividade concedeu ao conceito de “banalização” o fato do número de frequências de um problema ocorrer ser relacionado à construção de um tabu, fazendo com que ele passe a ser tratado como normal. Em suma, a temática se relaciona de forma exata com tal afirmação, isso porque o bullying no Brasil, ao ser vulgarizado, se tornou altamente comum entre os seres.

Portanto, é dever do governo federal, na condição de garantidor dos direitos individuais, promover políticas públicas buscando reduzir essa adversidade. Para tanto, é necessária a conscientização popular, por meio de leis mais punitivas sobre os grandes malefícios que a intolerância causa à mentalidade humana, visando com que o número de opressores diminua significativamente, bem como, a transmissão de informações e palestras, mediante a liberação de verbas para as escolas, almejando com que não proliferem práticas como as do filme exposto.