O combate ao bullying no Brasil
Enviada em 11/11/2022
No livro “Extraordinário” é retratada a história do menino August, um garoto que nasceu com uma deformidade facial. A narrativa revela sua trajetória no ambiente escolar e os desafios enfrentados, como o bullying praticado pelos colegas. Fora da ficção, a realidade apresentada no livro não é diferente, sendo possível pela falta de debate além da falta de legislação.
Em primeira análise, é notório observar a carência de discussão perante a temática. Dessa maneira, segundo o filósofo Habermas,“A linguagem é uma verdadeira forma de ação.“Nessa ótica, para que um problema seja solucionado faz-se necessário debatê-lo.Entretanto, as vítimas de ataques discriminatórios silenciam-se em decorrência da exposição sofrida, haja vista que, rótulos reforçam estereótipos e denigrem características humanas naturais, como o sobrepeso.
Em segunda análise, outro ponto válido destacar perante a problemática é a falta de legislação. Nessa perspectiva,a Constituição Federal de 1988, conhecida pelo seu caráter democrático e isonômico, no seu artigo 1°, estabelece o programa de Combate à Intimidação Sistemática em todo o território. Sob essa perspectiva, a lei obriga instituições de ensino adotarem medidas ao combate e prevenção do bullying. Destarte, torna-se explícito uma ineficácia estatal perante a problemática tendo em vista que, é possível observar uma falta de responsabilidade do poder público e da sociedade civil perante ao bullying.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter a problemática. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal criar programas para veiculação na mídia que contêm com a participação de psicólogos abordando sobre os malefícios da prática do bullying e suas consequências na vida das vítimas, com o intuito de aumentar a discussão e maior alcance do público. Somente assim, poderemos conter o bullying no território brasileiro.