O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 07/08/2020

No filme “Extraordinário”, é retratado a história de Auggie Pullman, uma criança a qual nasceu com uma deformidade facial. Aos dez anos de idade, ele irá frequentar a escola pela primeira vez, porém, por ser portador de uma doença crônica, o garoto é vitima de bullying por parte de seus colegas de classe. No contraste fictício com a realidade contemporânea brasileira, apesar de mais amenos, o quadro atual ainda enfrenta impasses à pluralidade de diferentes indivíduos em âmbito escolar. Isso ocorre tanto pela negligência escolar quanto pela relação interpessoal familiar.

Em primeira análise, é importante destacar a importância da escola na prevenção de atos como o bullying. Torna-se evidente a ineficácia do estabelecimento de ensino, pois além da simples exposição ao conhecimento, é seu dever educar o aluno para a convivência social. O educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, já explicava uma “cultura da paz”, evidenciando o papel da educação na exposição da injustiça e no incentivo a colaboração. Nesse sentido, comprova a necessidade da instituição trabalharem o assunto dentro e fora da sala de aula, a educar a não prática da violência.

Outrossim, o núcleo familiar é responsável pelo comportamento do indivíduo praticante do bullying, visto que, é instituição que contribuir para a formação ética e moral dos alunos cidadãos. Segundo a teoria de John Locke, “O ser humano nasce como uma tela em branco que é preenchida com experiências e influências”. Com base nisso, fica claro que as práticas adotadas pelos jovens os quais praticam bullying nas escolas tem origem no cotidiano de sua família, .

Interfere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater a prática de bullying em escolas brasileiras. A escola deve chamar os pais para debater o assunto por meios de palestras e reuniões em grupo, a fim de mostrar o seu papel na prevenção ao atos agressivos. Ademais, o poder público, deve fiscalizar instituições e fazer o que está no Diário Oficial, contratando, inclusive, mais psicólogos aos colégios e promover treinamentos. Apenas dessa maneira, o índice de agressões psicológicas e físicas nas escolas brasileiras diminuirão.