O combate ao bullying no Brasil

Enviada em 07/08/2020

O combate ao bullying no Brasil

Atualmente por conta da pandemia e distanciamento social, cerca de 1,5 bilhões de crianças ficaram longe das escolas, passando a ter aulas e interação com os amigos de forma virtual. Em contrapartida, o bullying que ocorria de forma presencial, migrou para os meios digitais causando o aumento dos casos de violência e manifestação de ódio virtual (cyberbullying).

Em primeiro lugar, cabe abordar que o bullying compreende à todas formas de agressões, repentinas e intencionais, sem um motivo plausível para tal ato, gerando traumas, distúrbios comportamentais, depressão, isolamento e até levar ao suicídio das vítimas. Apesar do tema não ser tão explícito no Brasil, de acordo com o site Observatório da Infância, 60% dos alunos entrevistados relataram ter sofrido bullying em sala de aula, sendo que destes, 60% que sofreram a agressão são homens e 69% estão na faixa entre 12 e 14 anos.

A partir desse pressuposto, foi elaborada a Lei nº 13.185/15, a qual classifica o bullying como intimidação sistemática, quando há violência física ou psicológica em atos de humilhação ou discriminação. Inclui como classificação também, ataques físicos, insultos, ameaças, comentários, apelidos pejorativos e outrem. A mesma visa promover uma efetiva responsabilização e a mudança do comportamento hostil. Todavia, ainda não é suficiente para solucionar esse problema que vêm tomando grandes proporções na sociedade.

Sendo assim, para combater a ocorrência do bullying, as instituições de ensino em conjunto com o Ministério da Educação (MEC) devem capacitar toda a equipe educacional para que lidem com o conflito de forma agradável e acolhedora, estando atentos ao comportamento dos jovens e fomentando palestras nas escolas visando o bem comum de todos. Além disso, vale ressaltar que com a adoção de um sistema anti-bullying que impede quaisquer comentários pejorativos nas plataformas digitais, irá reduzir os índices de bullying e possibilitará uma navegação mais segura aos alunos. Com isso, as vítimas recebem o suporte necessário para superar e enfrentar o ocorrido, bem como o agressor é punido, tendo em mente que seus atos foram errados e que isso não poderá se repetir.