O combate à pedofilia no Brasil

Enviada em 09/06/2017

O dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em memória de Araceli Cabrera, criança que foi estuprada e morta enquanto seus algozes nunca enfrentaram a justiça. Hoje, 44 anos depois de Araceli, o abuso sexual de jovens e crianças ainda é um dilema brasileiro cujas soluções esbarram em diversos problemas.

O primeiro impasse é na verdade um conjunto de inconveniências graves que obstruem o trabalho dos agentes de campo. É sabido que muitos Conselhos Tutelares não possuem estrutura adequada para atender as vítimas de abuso, faltam veículos para realizar visitas e profissionais da área da saúde mental para fornecer apoio psicológico às famílias.

Também pode ser considerado um problema a falta de comunicação entre pais e filhos. É importante que os pais alertem seus filhos sobre toques indesejados e que os conscientizem sobre o respeito de outrem ao seu espaço pessoal. Os pais também devem se atentar à sinais corporais, como mudanças de comportamento e retração à contato físico de conhecidos, evidências comuns em vítimas de crimes sexuais.

A mídia também tem papel importante nesse combate. O caso da Escola Base, onde inocentes foram acusados sem qualquer prova de estuprarem crianças, é um grande exemplo da maneira que a imprensa trata casos de crimes sexuais, sempre com muito alarde e “polemização”, e não com divulgação de campanhas de denúncia, o que pode obstruir as justiça.

Dessa forma, fica claro que devemos eliminar os impasses ao combate do abuso sexual de jovens e crianças. Para isso, uma série de medidas devem ser executadas, começando pelo investimento do governo na estrutura de apoio ao agentes da área, os pais também contribuir estabelecendo um diálogo e alertando seus filhos sobre o perigo que os cercam, assim como a mídia devem divulgar campanhas de prevenção e noticiar esses casos com toda a seriedade possível. Dessa forma, conseguiremos ser eficazes no confronto aos crimes sexuais que vitimam nossos pequenos cidadãos.