O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Enviada em 01/03/2020

No século XIX, ocorreu Segunda Geração Romântica que ,externara, em seus atributos acerca do desejo de fugir de um presente desastroso que planejada de diversas formas - como a exaltação da boemia desregrada. Contemporaneamente, no panorama social brasileiro, percebe-se um cenário análogo a corrente literária, pelo fato do símbolo do carnaval despertar, na grande parte da população, um sentimento de libertação diante dos empecilhos sociais. Dessa forma, observa-se que o carnaval pode ser ferramenta utilizada como construção de uma nação ou até mesmo, de alienação.

Em uma primeira perspectiva, sob a ótica literária, analisa-se a importância do carnaval para os brasileiros que decorre-se da liberação dos tensões do seu cotidiano. Esse panorama social vai à luz da reflexão da obra do autor brasileiro Jorge Amado, em ‘‘Pais do Carnaval’’ ilustra, sob a esfera de um personagem na qual acredita que a festa popular mantém o povo alienado..Dessa maneira, nota-se que as engrenagens governamentais encontram-se apáticas e inertes para o desdobramento das problemáticas, sendo o carnaval um aparato para apaziguar a população.

Ademais, em segundo plano, determina-se, que com o difusão do capitalismo, o carnaval encaminha-se para uma supervalorização que visa atender turistas e a elite, que consequentemente, segrega a maior parte da população. Esse realidade social, possui íntima relação com o sociólogo brasileiro Caio Prado Junior, em ‘‘O Sentido da Colonização’’, o qual afirma a intencionalidade por parte da elite dominante de perpetuar estruturas de controle, com vistas a se atender os seus próprios interesses. Desse modo, a sociedade é lançada diante de altos preços não correspondente a condição do povo, marginalizando-se de um evento cultural

Torna-se evidente, portanto, que algumas medidas são necessárias para recuperar a essência do carnaval. Assim, é fundamental que o Estado, através do Ministério da Cultura, tome conhecimento e evite o extravasamento das tarifas para população mais carente, por meio de promoções e custeio dos recursos durante a festa, permitindo que o povo volte a participar mais efetivamente da festa. Deste jeito, será possível viver uma corrente literária que valorize o nacionalismo e o comprometimento com a construção de uma identidade nacional - como a Primeira Geração Romântica fez.