O aumento no uso de opioides no Brasil

Enviada em 28/10/2022

Em 1516, o escritor humanista Thomas More publicou uma importante obra, a qual relata uma sociedade harmônica e sem problemas, chamada “Utopia”. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no que se refere ao aumento no uso de opioides no Brasil. Nesse contexto, há dois fatores que se destacam: a omissão do Estado a má influência midiática.

A princípio, o negacionismo do poder público maximiza o problema. Causa disso é a escassez de projetos governamentais que visam o investimento em pesquisa e desenvolvimento de uma nova formulação com o uso do ópio, que não seja nociva à saúde, e não cause dependência aos cidadãos que necessitam deste medicamento. Dessa maneira, a população receberia um tratamento correto, sem se preocupar com os efeitos colaterais existentes na atual formulação deste medicamento. Tal fato, portanto, diverge do pensamento de Thomas Hobbes: o Estado tem o dever de garantir o bem-estar social. Dessa, forma, vê-se necessário atos estatais mais progressistas.

Ademais, convém citar que a má influência midiática é um agravante. Consequência disso é a lacuna da divulgação de informações nas redes midiáticas sobre a importância da prescrição e do acompanhamento médico para o uso correto de opioides, e a resultância desse cenário caso isso não ocorra. Desse modo, assim como é retratado na série Peaky Blinders, o qual mostra a dificuldade de Arthur Shelby de se libertar do vicío causado pelo alto consumo de ópio para amenizar os traumas vividos por ele durante a Primeira Guerra Mundial. Com efeito, essa parcela da sociedade fica à margem do convívio social, tendo em vista a prevalência do desrespeito e do preconceito na população. Nesse viés, entende-se a ótica prejudicial da má influência midiática.

Logo, torna-se mister medidas para minimizar os entraves sobreditos. Dito isto, o Ministério da Saúde deve elaborar uma politica pública ao combate do uso indiscriminado de opioide no Brasil, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Além disso, nele deve constar uma reformulação que elimine a dependência pelos usuários, com fito de amenizar o revés causado por este medicamento.