O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 24/08/2021

Em um episódio da série de televisão norte-americana “Friends”, a personagem Phoebe é vegetariana, assim, decidiu conscientizar as pessoas sobre a morte de animais por fazendeiros para fabricação de hambúrgueres e outros alimentos, por meio da música. Fora da ficção, atualmente, no Brasil, houve o crescimento do vegetarianismo por amor aos animais e ao planeta. Todavia, esses indivíduos que optaram por não consumirem carnes sofrem não somente com o preconceito, mas também pela falta de uma educação alimentar nas escolas.

A princípio, é válido ressaltar que muitos indivíduos viram vegetarianos em razão do sofrimento dos animais pelo abate, o alto gasto de água na produção de carnes e o desmatamento ocorrido pela pecuária extensiva. No entanto, apesar do aumento dessa prática, essa opção alimentar é alvo de preconceito. Isso ocorre porque a sociedade considera o consumo da carne como sinônimo de saúde e estabelece um status nobre para esse alimento nos lares. Consoante ao físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Consoante a esse pensamento, muitos vegetarianos sofrem com frases e palavras, como “isso é frescura” e “vai ficar doente” ou com insistências para eles comerem carne. Esse fator está associado a dificuldade de mitigar os pré julgamentos acerca desse tipo de alimentação, enraizados na cultura dos brasileiros. Porém, medidas eficientes podem conseguir amenizar essa problemática atual.

Ademais, convém salientar que a preocupação com a saúde é um dos motivos pelo aumento do vegetarianismo no Brasil, pois as carnes ultraprocessadas podem causar doenças, como o câncer. Entretanto, a falta do investimento governamental em educação alimentar nas escolas aprofunda o preconceito contra o vegetariano e a má alimentação dos indivíduos, visto que não é abordado os impactos de hábitos alimentares para a natureza e saúde, além de não desmistificar a associação do vegetarianismo com enfermidades e o culto à carne. Segundo o filósofo Immanuel Kant, a educação é a arma mais forte para mudar o mundo. Análogo a essa ideia, o sistema educacional eficiente é essencial para a formação de cidadãos tolerantes e conscientes sobre a influência da comida no planeta.

Diante dos fatos supracitados, o Ministério da Educação deve, mediante verbas governamentais, incluir a educação alimentar nas escolas, com a participação de nutricionistas, para a orientar os alunos sobre a comida saudável e correta, que causam o mínimo de impactos possíveis à natureza, além de auxiliar os vegetarianos acerca dos nutrientes e opções para a substituição da carne e onde encontrá-los, a fim de acabar com o preconceito, informar e preparar os indivíduos desde a infância acerca da comida. Feito isso, é possível a formação de mais pessoas, como a Phoebe, conscientes sobre seus hábitos.