O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 05/08/2021

Segundo pesquisa realizada pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) a pedido da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), cerca de 14% da população do país afirma ter trocado o consumo de carne por uma dieta à base de legumes e vegetais. Isso se deve sobretudo à tendência atual de maior consciência ambiental, visto que as condições impostas aos animais são muito graves e os danos provocados pela pecuária à natureza são preocupantes, além do maior entendimento e busca por saúde.

Nesse aspecto, a crueldade industrial imposta aos bovinos, suínos e ovinos, por exemplo, tem levado inúmeros indivíduos a cessar o consumo de carnes no geral com o intuito de não contribuir com a manutenção de tamanha brutalidade. Dado que estes animais, geralmente, não chegam nem mesmo à idade adulta, vivem em péssimas condições de higiene e em espaços extremamente pequenos e insalubres. Ademais, conforme o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), aproximadamente 75% do desmate na Amazônia e 56% do desmate no Cerrado estão associados à pecuária, além do alto consumo de água pelos gados e a alarmante liberação de gases poluentes, como o metano (CH4), considerado um gás que contribui com o agravamento do efeito estufa.

Além disso, o documentário “What the Health”, de 2017, aborda de forma clara e didática o impacto do consumo de carnes e laticínios na saúde, com vistas a defender uma dieta baseada em vegetais. Dessa forma, é notório que publicações voltadas para o esclarecimento dos malefícios relacionados à alimentação onívora, como o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes e cânceres, são cada vez mais comuns e atingem um público cada vez maior, influenciando a mudança alimentar e a adoção do vegetarianismo.

Portanto com o intuito de induzir maior consciência ambiental e biológica, e, consequentemente, influenciar a diminuição do consumo de carnes, é necessário que a SVB, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e com o Ministério da Saúde, informe melhor a população acerca dos prejuízos à natureza e ao corpo relacionadas ao consumo de animais. Isso deve ser feito por meio de oficinas de discussão e palestras em ambiente escolar, por exemplo, ministradas por profissionais da saúde – capazes de esclarecer os benefícios ligados à dieta vegetariana e as melhores estratégias relacionadas a ela- e por biólogos, que explicitem a forma como os animais são tratados até chegarem à mesa do consumidor, além dos inúmeros danos ambientais relacionados à pecuária, para que números como os expostos pelo IBOPE sejam cada vez maiores.