O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 05/08/2021
O documentário americano ‘Cowspiracy’ demonstra, por meio de entrevistas, os impactos que a criação de animais para abate provocam no meio ambiente, saúde, e ética da sociedade. Nesse viés, com a crescente exposição à informação a respeito deste tema, o aumento do vegetarianismo no Brasil torna-se demonstrativo das preocupações acerca do meio-ambiente e dos entraves morais que o consumo de carne promove.
Deve-se, num primeiro momento, destacar como tal contexto se insere como uma ação a favor da preservação ambiental, já ameaçada. Como exemplo, como confirma a Agência do Brasil, as intensas queimadas no Pantanal foram impulsionadas por incêndios que visavam a criação de pastos. Dessa forma, o vegetarianismo, ao recusar tais produtos, opta por um modo de vida sustentável, decorrente da exposição dos indivíduos a imagens e informações sobre o descaso com a proteção do meio ambiente.
Outrossim, é pertinente ressaltar a preocupação moral do vegetarianismo para com a vida dos animais. De tal maneira, a crueldade presente em matadouros e laboratórios não condiz com o tratamento oferecido aos animais de estimação, protegidos pela Constituição. Por conseguinte, tal cenário configura-se como imoral, uma vez que transgride o Imperativo Categórico de Immanuel Kant, pois o tratamento adequado não se faz universal entre as espécies. Assim, o movimento vegetariano se apresenta como resposta a esse contexto, cada vez mais em pauta.
Destarte, medidas são necessárias para que tal realidade seja favorecida. Assim, cabe ao Estado a exposição das causas de impactos ambientais, como incêndios, e a maior supervisão das leis que proibam tratamento inadequado a animais, por meio de palestras, vídeos informativos e incentivos fiscais aos responsáveis por empresas de abate, a fim de formar uma sociedade consciente acerca da providência daquilo que consome. Só assim o Brasil se tornará um país que atende aos pedidos da sociedade.