O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 09/08/2021
De acordo com a ONG WWF (World Wide Fund for Nature), estima-se que, até 2030, serão necessários dois planetas Terra para suprir as demanadas humanas. Entretanto, mudanças bruscas em padrões alimentares na sociedade contemporânea para diminuir impactos ambientais podem ser perigosas, sobretudo à questão da ascensão do número de adeptos do vegetarianismo no Brasil — um tema preocupante e potencialmente letal à salubridade humana. Assim, é possível afirmar que não só o discurso comovente contra a dieta carnívora, mas também a falta de percepção de se poder criar um problema maior tentando contornar outro fomentam o status quo do século XXI.
Inicialmente, é necessário dizer que, de fato, a criação de animais em cativeiro para o exclusivo uso humano é o maior propulsor do engajamento à dietas alternativas. Todavia, por mais que uma intenção seja boa, pode também ser nociva à própria existência individual, visto o papel fundamental da proteína animal no metabolismo humano, no sistema imunológico e, em geral, na homeostase do organismo. A partir desse aspecto, é inadmissível a adesão a um tipo alimentar sem se conhecer os pesares que podem advir com tal decisão.
Ademais, outro aspecto importante a se discutir, tange à questão da psicologia humana, tendo em mente a percepção de que apenas mudanças bruscas no comportamento pessoal levam a resultados melhores. Porém, de acordo com os dados da ONU, por exemplo, a demanda por carne é um problema que pode gerar uma crise hídrica futura, mas que pode ser controlada a partir de um uso consciente, em quantidades moderadas. A partir desse aspecto, da mesma forma, não há necessidade de extinguir a carne da dieta humana, apenas moderá-la para poder contribuir com o planeta e com os princípios defendidos por praticantes do vegetarianismo.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com instituições de ensino e saúde, realizar a conscientização populacional por intermédio de palestras educativas e campanhas publicitárias acerca não só do uso moderado e consciente de produtos de origem animal, mas também dos benefícios advindos e sua periculosidade caso suprimido. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa nos padrões alimentares no Brasil e, por conseguinte, uma nação mais salientada e saudável.