O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 15/05/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde. Contudo, na atual sociedade brasileira, há uma ínfima atuação de políticas públicas que promovam a adesão ao vegetarianismo entre as pessoas - estilo de vida que é benéfico tanto para a saúde humana, quanto para a preservação do meio ambiente -, devido, majoritariamente, à negligência governamental e à má formação socioeducativa.
Diante desse cenário, vale ressaltar o “Pacto Social”, do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos, como a saúde e o bem-estar. No entanto, é evidente o rompimento desse contrato quando se observa a ausência de campanhas, divulgadas, nos veículos de transmissão, em prol do vegetarianismo no país, o que, infelizmente, contribui para a poluição dos recursos hídricos e também para a degradação ambiental para a criação de gado bovino, por exemplo. Assim, é notória a ineficácia estatal na implantação dessa atribuição para todos os cidadãos, pois a falta de amparo dos órgãos responsáveis por promover o bem-estar social corrobora a perpetuação desse quadro deletério.
Além disso, alude-se ao pensamento do intelectual Paulo Freire, ao evidenciar que: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Sob essa perspectiva, percebe-se a importância do estímulo das escolas para a formação de indivíduos íntegros e conscientes, haja vista que existem muitos jovens que não conhecem os malefícios causados pelo hábito de se consumir carnes para a saúde humana e também para o meio - visto que esse tema não é devidamente trabalhado durante as aulas de Ciências e de Biologia -, a exemplo da obesidade, que afeta, segundo o jornal “O Globo”, aproximadamente, 41 milhões de pessoas. Dessa forma, as instituições de ensino possuem uma importante função para que os desafios acerca do vegetarianismo não se perpasse no futuro.
Portanto, cabe uma ação conjunta entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação - órgão responsável pela administração dos aspectos educacionais da nação -, respectivamente, trabalhar nas escolas, no componente curricular de Ciências - no Ensino Fundamental -, e Biologia – no Ensino Médio -, por meio de simpósios realizados por nutricionistas, os benefícios que o hábito do vegetarianismo tem para o não desenvolvimento de comorbidades, como o mau colesterol (LDL), pelo consumo excessivo de carne animal, a fim de elucidar os estudantes quanto os seus hábitos alimentares. Com isso, efetivar-se-á o que garante a Declaração Universal dos Direitos Humanos.