O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 11/05/2021

No que se refere ao capitalismo, trata-se de um sistema monetário que visa a aquisição de bens e lucro, em prol do desenvolvimento socioeconômico da sociedade. Todavia, esse meio de produção possui grandes críticas sociais, a exemplo do impacto do agronegócio no meio ambiente e na saúde coletiva. Com base nisso, a questão ambiental e a segurança alimentar representam concientizações que contribuem cada vez mais no crescimento de vegetarianos no Brasil.

Mormente, a “Agenda 2030” é um plano de ações que visa, sob cooperação internacional, promover o desenvolvimento sustentável no mundo. Nesse sentido, a sustentabilidade, termo derivado do latim, exprime ideia de cuidado e conservação com o meio ambiente para garantir recursos naturais às gerações futuras. Entretanto, a concepção social de que a produção de carne corrobora para a degradação ambiental tem sido alarmante. A exemplo disso, é cabível citar a expansão descontrolada de queimadas no bioma Pantanal em 2020, cujo um dos principais motivos foi a transfomação de áreas vegetais em pastos para a criação animal. Logo, esse fator ligado às práticas agropecuárias impulsiona de maneira significativa o aumento de vegetarianos no país, motivados, inclusive, pela preocupação com a condição sustentável do planeta.

Outrossim, a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante a alimentação como um direito fundamental de todos os cidadãos. Nesse viés, a saúde humana, também tido como um princípio constitucional, e os riscos que o processamento de carne possui para tal é preocupante. Isto é, consoante uma declaração recente da Organização Mundial de Saúde (OMS) a carne processada é cancerígena. Além disso, os produtos de origem animal contêm gordura saturada que são contribuintes para o desenvolvimento de doeças cardiovasculares sérias e crônicas, como a hipertensão. Portanto, a preferência por não consumir carne de procedência animália também é estimulada pelos cuidados com as condições de saúde das pessoas e pela busca por efetivar a segurança alimentar coletiva.

Depreende-se, em suma, que o aumento do vegetarianismo no Brasil está vinculado, sobretudo, às preocupações socioambientais e a necessidade de conscientização na sociedade é urgente. Para isso, urge ao Executivo Federal, por meio do Primeiro Setor da Sociedade, intensificar o consumo sutentável de alimentos e a fiscalização ambiental. Assim, é necessário implementar ações propostas pela Agenda 2030, como controlar o consumo de carne em nossa dieta e punir atos de degradação ao meio ambiente. Destarte, haverá a diminuição de impactos ambientais para tal comercialização, como no caso do Pantanal, e a saúde alimentar será mais equilibrada. Ademais, as práticas do agronegócio no capitalismo serão menos criticadas, uma vez que executadas de forma saudável.