O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 06/05/2021

O curta-metragem de animação ‘Save Ralph’, conta a história do coelho Ralph, que é submetido a testes agressivos para produtos de beleza e farmacológicos em um laboratório, de tal maneira que provocam danos intensos ao seu corpo. Fora dos tablados da ficção, a realidade brasileira não destoa da cinematografia, os animais continuam a sofrer em prol da indústrias de beleza, e é devido a isso que o número de adeptos ao vegetarianismo cresce no Brasil. A partir disso, é necessário analisar o que motiva esse aumento no número de vegetarianos e o seu principal efeito na sociedade brasileira.

Em primeira análise, é válido ressaltar que a preocupação com a ética animal é uma motivação pertinente àqueles que se abstêm de comer carne. Isso acontece porque é levado em consideração o direito à vida deste animal e o tratamento com o seu bem-estar. Diante disso, cabe salientar que, segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), são abatidos mais de 10 mil animais terrestres por minuto no Brasil, para produzir carnes, leites e ovos, sendo a maioria desses animais frangos, porcos e bois - seres vivos que têm uma complexa capacidade cognitiva e sentem dor. Dessa forma, entende-se a maximização do vegetarianismo como uma prática motivada por ser um meio de combate significativo a morte animal e a tratamentos imorais com esses.

Ademais, é imperativo pontuar que a consequência do vegetarianismo vai além desse bem-estar do animal, pois está diretamente ligada, também, à saúde humana. Dessa forma, cabe mencionar que, de acordo com a SVB, os vegetarianos têm menor incidência de possuir doenças crônicas não transmissíveis, como, hipertensão, cardiopatia isquêmica, diabetes, diversos tipos de câncer e obesidade. A partir disso, corrobora-se a importância ínfima do aumento do vegetarianismo na sociedade, pois é uma prática que contribui positivamente com saúde do brasileiro. Além disso, sabe-se que, hodiernamente, com a ampliação dessa ação pelos brasileiros, empresas do ramo alimentício têm se adequado cada vez mais aos vegetarianos, o que facilita manter uma  alimentação sem carne, saudável e equilibrada, isso, garante o direito à saúde presente no o Art. 6º da Constituição Federal.

Depreende-se, portanto, a necessidade da Mídia, juntamente com o Ministério da Educação, impulsionar projetos já existentes, como o “Segunda Sem Carne”, nos comerciais de Rede Nacional e nas escolas de todo o Brasil, por meio da fala de adeptos ao vegetarianismo, os quais abordem sobre a importância de retirar a carne da alimentação pelo menos uma vez na semana e os benefícios que isso traz a saúde. Além disso, ainda o Ministério da Educação deve introduzir nos livros didáticos de Biologia um plano de aula que singularize os maus tratos aos animais para beneficiar a indústria, com a prática do vegetarianismo, para que, assim, esse assunto seja debatido e coelhos como o Ralph sejam salvos.