O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 05/08/2021

O número de profissionais freelancer alavancou com a chegada da pandemia da Covid-19. Por conseguinte, essa inovação no mercado de trabalho trouxe mais oportunidades e seguraça para os indivíduos isolados, sendo provável a sua perpetuação mesmo após a pandemia, devido à abertura cada vez maior do comércio digital. Logo, o poder público e a coletividade devem se questionar acerca de seu papel para garantir o estímulo dessa prática no Brasil.

Decerto, o aumento da propagação de novas tecnologias acarretou mais praticidade e rapidez para o mundo moderno. Com isso, enxerga-se um novo cenário para o mercado nacional, com a inovação da comercialização da mão de obra online. Nessa perspectiva, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), após um mês de isolamento, uma plataforma de contratação de freelancers teve 300 mil novas inscrições, entretanto, isso não significa contratação, resultando na falta de vagas devido ao baixo investimento desse tipo de empresa no país. Esses dados mostram a necessidade do aumento da disponibilidade de incentivos em empresas de contratação online no Brasil. Sendo assim, fica evidente a necessidade de apoio e suporte para nossos empresários e trabalhadores digitais.

Ademais, no que diz respeito à Alegoria da Caverna de Platão, “o indivíduo acorrentado, tende a permanescer na caverna por ser mais cômodo do que descobrir o verdadeiro mundo real”. Análogo a isso, percebe-se a resistência de muitos cidadãos na adesão de profissionais contratados na internet, em virtude do desconhecimento dessa inovação, ocasionando na perda de serviços e contratação, tornando essas pessoas resistentes os novos acorrentados do século XXI. Dessa forma, fica clara a importância do estimulo à compra de serviços digitais no país.

Assim sendo, é indubitável a quebra de barreiras para elevar o número de contratação de profissionais freelander no território nacional. Posto isso, cabe o investimento do Ministério da Educação na promoção de aulas de informática e sobre mercado digital no ensino médio, com o intuito de aumentar as chances da formação de um possível comprador ou trabalhor de serviços online. É válido ressaltar, o empenho do Estado na propagação de campanhas publicitárias na exposição de propagandas de empresas que contratem e/ou vendem serviços digitais, a fim de garantir uma maior adesão de contratados e contratantes.