O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil
Enviada em 12/03/2021
Durante a Segunda Revolução Industrial, ocorrida no séc. XIX, o Fordismo era utilizado como modelo de produção, baseando-se na baixa especialização dos operários e na repetição monótona de tarefas. Contemporaneamente, de forma contrária ao séc. XIX, observa-se que o mercado de trabalho procura cada vez mais por profissionais altamente especializados. Nessa perspectiva, evidencia-se uma nova opção de carreira denominada ‘’ Freelancer’’. À vista disso, constata-se que essa medida fomenta a produtividade e a economia. Entretanto, essa prática também pode causar malefícios como o desemprego social.
Em uma primeira análise, é válido destacar que o crescente número de trabalhadores autônomos aumenta a eficiência dos negócios, por conseguinte, a economia. Nessa lógica, destaca-se o Liberalismo Econômico, regido por Adam Smith. Em suma, o pensador defende que a economia carece da competitividade entre as empresas. Assim, é notório focalizar que a modalidade de trabalho ‘’ freelancer ‘’ fomenta a competição empresarial. Assim sendo, a contratação de trabalhadores para setores específicos como, marketing, design e criação, especializam a mão de obra da companhia. Dessa maneira, essa oferta de emprego torna-se cada vez mais atrativa tanto para os empregadores, tanto para os empregados.
Não obstante, é imprescindível enfatizar não só os benefícios, mas também os malefícios que essa prática gera. Diante disso, a teoria criada por Evan Schwartz, Darwinismo Digital, faz-se condizente com a temática. Em síntese, o autor compara o mundo virtual com a Teoria da Seleção Natural de Charles Darwin, de forma análoga, aqueles indivíduos que não se adaptarem à economia digital serão levados à obsolescência. Desse modo, devido à falta de profissionalização, muitas pessoas não conseguem se adequar ao mercado de trabalho, portanto, acabam perdendo a oportunidade de emprego.
Enfim, mediante o exposto, é mister que diligências sejam tomadas para reverter esse quadro. Logo, cabe à Secretaria do Trabalho, em parceria com as universidades públicas estaduais, criar o Programa Profissionalizante do Brasil, (PPDB). Para tanto, essas instituições de ensino devem, por meio de incentivos fiscais cedidos pelo ministério, distribuir bolsas através de concursos públicos para cursos profissionalizantes. Destarte, a mão de obra brasileira se especializaria, adequando-se ao mercado de trabalho, consequentemente, ao trabalho autônomo.