O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 22/04/2020

Sabe-se que, desde o século XVII, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são uma das principais responsáveis pela morte de inúmeros cidadãos, de grande maioria de baixo poder aquisitivo. Logo, pode-se dizer que no cenário contemporâneo brasileiro,  o eficaz avanço da medicina possibilitou o surgimento de preservativos para prevenir o contágio de tais doenças, como sífilis, AIDS e HIV. Todavia, as DSTs ainda apresentam alto índice de disseminação devido à falta de educação sexual nas escolas do país, juntamente à falta de responsabilidade da sociedade.

Segundo Immanuel Kant, filósofo prussiano e iluminista, o home é aquilo que a educação faz dele. Dessa maneira, é possível relacionar a educação sexual do Brasil abundantemente precária com o crescimento de infectados por DSTs no país, de forma que a sociedade não foi devidamente ensinada a se prevenir adequadamente. Outrossim, grande parte desses infectados não apresentam boas condições financeiras para arcar com os devidos tratamentos, visto que muitos hospitais públicos não priorizam tais cuidados, fato que corrobora a necessidade de investimentos na saúde pública brasileira

por meio do Governo.

Vale salientar, ainda, a irresponsabilidade dos jovens, os quais infelizmente descartam os métodos de prevenção, em sua maioria, pois é notório que, de acordo com uma pesquisa realizada pela Pcap, seis m cada dez jovens entre 15 e 24 anos fez sexo sem o uso de camisinha, por mais que estas sejam distribuídas por milhares de postos de saúde no Brasil. Assim, a ignorância dessa parcela da população mostra a indispensabilidade do ensino sexual, como pode-se ver na série britânica da Netflix “Sex Education”, a qual aponta em um de seus episódios a falta de conhecimento dos jovens quanto a clamídia, uma DST que infecta milhões de pessoas atualmente.

Portanto faz-se necessária a atuação do Ministério da saúde, juntamente à Mídia brasileira e ao Governo, para que produzam conteúdos que despertem o interesse dos adolescentes, como séries, vídeos e propagandas chamativas que abordem a importância do uso do preservativo e da saúde sexual por meio de plataformas de vídeo que possam ser acessadas nas escolas públicas e particulares,  a fim de neutralizar a falta de conhecimento da população. Desse modo, o número de infectados por DSTs não seria mais um problema recorrente no Brasil.