O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 25/03/2020

Entende-se como DSTs ( doenças sexualmente transmissíveis), enfermidades como sífilis, gonorréia, clamídia e aids, transmitidas por contato sexual sem o uso de preservativo, com alguém que esteja infectado. No contexto social vigente, é notório o esforço governamental em disseminar informações a respeito de DSTs e até mesmo distribuir e deixar a disposição, preservativos em postos de saúde. Contudo, torna-se alarmante o demasiado crescimento no índice de pessoas infectadas no Brasil nos últimos anos, denotando um problema grave no sistema de saúde público. Destarte, medidas devem ser tomadas para solucionar a problemática atual.

O uso dos preservativos constitui o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão, em especial do vírus da AIDS, o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Outras formas de infecção podem ocorrer pela transfusão de sangue contaminado ou pelo compartilhamento de seringas e agulhas. O atendimento e o tratamento das DSTs são gratuitos no serviço de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde). De acordo com dados do Ministério da Saúde, 40 mil novos casos de DSTs, são diagnosticados por ano no país, evidenciando o quão grave é a situação.

As últimas décadas do século XX, a humanidade presenciou inúmeras campanhas combatendo as DSTs, sobretudo o HIV. Nesse âmbito, jovens cresceram com a perspectiva de que essas doenças seriam facilmente “controladas” com o uso de medicamentos, contribuindo para a prática sexual desprotegida, aumentando o índice de infectados, revelando uma sociedade relapsa e desinteressada por informações. O maior aumento acontece entre jovens, que não fazem o uso por não terem medo. Já entre os mais velhos, o aumento se explica porque o preservativo incomoda, considerando que não foram educados para usá-lo. O que corrobora para o crescimento dos casos de infectados, é a falta de informações adequadas sobre tais doenças, principalmente em regiões mais pobres.

Torna-se indubitável a urgência de mecanismos para erradicar o cenário vigente. Convém, ao Ministério da Saúde em parceria com o governo federal o aumento de campanhas midíaticas, alertando a população quanto aos cuidados necessários para a prevenção em relação às DSTs, especialmente em áreas de maior incidência. Além disso, compete ao Ministério da Educação complementar na base curricular das escolas, aulas e oficinas que visem a educação sexual dos jovens, envolvendo pais e alunos através de palestras com profissionais da Saúde, discutindo as causas e consequências das mesmas, diminuindo a ocorrência de tais infecções. Com estas ações, atenuar-se-a, em médio e longo prazo, o impacto vivenciado na contemporaneidade.