O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 15/03/2020
Durante o século XX, o desenvolvimento da tecnologia trouxe avanços também na área de medicina com a criação de várias medidas anticoncepcionais. Como resultado, houve um aumento no número de casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) no Brasil, uma vez que há uma maior preocupação em evitar uma gravidez do que uma infecção, além da falta de informação da população acerca do assunto. Assim, o combate ao aumento dos casos é cada vez mais dificultado.
Nesse sentido, segundo o Ministério da Saúde, em 2016, seis em cada dez jovens tiveram relações sexuais sem camisinha. O principal motivo é a confiança no uso da pílula anticoncepcional pelas meninas, porque impede a gravidez, porém não elimina o risco de adquirir uma infecção, como o uso de preservativo faz. Com efeito, mais pessoas são infectadas e descartam o uso da camisinha.
Ademais, grande parte da população brasileira não está bem informada acerca do assunto, principalmente com relação às maneiras de transmissão. Elas não só podem ser contraídas através de relações sexuais como também através do uso de objetos contaminados, como o vírus HIV que pode ser transmitido pelo compartilhamento de seringas e agulhas entre um indivíduo contaminado e um saudável. Além disso, as DSTs podem provocar sintomas graves como a esterilidade e câncer de pênis ou de colo de útero.
Portanto, é necessário tomar medidas que busquem a diminuição dos casos de DSTs no Brasil, como uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação para a criação da disciplina de educação sexual, a fim de informar aos jovens os perigos e as medidas de prevenções das infecções. Assim, eles também podem evitar que outras pessoas adquiram e ocorrerá uma efetiva diminuição no número de casos.