O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 27/10/2019

De acordo com o historiador Marc Bloch, a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado. De maneira análoga, hodiernamente, o crescimento exponencial das doenças sexualmente transmissíveis têm como fundamento o esquecimento da sociedade contemporânea sobre as experiências vividas antigamente, como o holocausto demográfico imposto pela Aids na década de 80. Dessa forma, o perigo do aumento das DSTs têm reflexo na baixíssima educação sexual no ambiente escolar e na banalização do medo dos indivíduos em contrair tais infecções.

Em primeira análise, é válido ressaltar que a permanência e acentuamento das enfermidades é explicado na teoria do capital cultural ,proposta por Pierre Bordieu. Tal filosofia explicita que a instituição escolar é estruturada nas diferenças sociais dos alunos. Ao estender sua ideologia para os demais âmbitos, evidencia-se que os riscos de contaminação dos indivíduos pelas doenças sexualmente transmissíveis têm como fundamento o nível socioeconômico das pessoas, visto que o acesso aos meio de comunicação e educação são restritos. Consequentemente, a desinformação e as dificuldades no tratamento afetam as classes menos prestigiadas.

Outrossim, é importante salientar que o desuso dos preservatidos é resultado da insciência da população, que acredita que inexistência e despopularização são sinônimos. Concomitantemente a isso, uma pesquisa realizada pela Unifesp explicita que um terço dos jovens de 14 a 25 anos não utilizam preservativos durante o ato sexual. Nesse hiato, tais dados são preocupantes, o que torna necessário mecanismos que providenciem  informações seguras a fim de combater tal impasse de saúde pública e informacional.

Infere-se, portanto,que o Ministério da Educação, aliado ao Ministério da Saúde, atuem por meio de palestras e campanhas, no ambiente escolar e no ambiente urbano, a fim de promover informações e orientações para a sociedade como um todo sobre a sepulcral utilização dos preservativos no combate as infecções sexualmente transmissíveis, além de conscientizar a população sobre a importância dos mesmos. Assim, será possível garantir a compreensão do presente, e, consequentemente, a diminuição das doenças sexualmente transmissíveis no Brasil.