O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 23/10/2019

A Organização Mundial da Saúde (OMS), define saúde como um completo estado de bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de enfermidades. Todavia, no Brasil, a garantia desse direito encontra-se ameaçada, sobretudo pelo altos índices de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Não é razoável, pois, que esse assunto seja tratado com indiferença. Nesse sentido, urge a análise da principal causa e a consequência subsequente dessa problemática.

A priori, os avanços da medicina provocam uma despreocupação quanto à essas patologias. Devido a Terceira Revolução Industrial, a tecnologia contida na mercadoria é de maior importância a sua matéria prima. Evidentemente, a indústria farmacêutica aderiu a essa nova lógica de produção, realizando diversas pesquisas a fim de desenvolver novos medicamentos. Como resultado, doenças antes avassaladoras, hoje, não impedem mais o indivíduo infectado de gozar de uma vida saudável, como é o caso do vírus HIV. Assim, devido ao positivo prognóstico da Aids, muitas pessoas perdem o temor de outas DSTs, levando-as a reduzirem o uso métodos preventivos. Logo, infelizmente, essas melhorias provocam um sentimento de imunidade.

Consequentemente, a população torna-se mais vulnerável. Por certo, frequentemente, as DSTs tornam o organismo humano mais susceptível a outras patologias, visto sua capacidade de enfraquecer o sistema imunológico. Dessa maneira, a crescente taxa de acometimento dessas doenças compromete não só o indivíduo infectado e seu parceiro, mas também gera um risco à toda sociedade. E, isso ocorre, embora o filósofo utilitarista Jeremy Bentham defenda que o direcionamento da conduta deve dar-se de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar, ao maior número de pessoas possível. Com isso, os portadores de ISTs, ao não se protegerem, corroboram para uma sociedade menos saudável.

Portanto, é necessária a mudança do atual quadro de ocorrência de doenças sexualmente transmissíveis. Cabe ao Ministério da Saúde tendo em vista sua responsabilidade em coordenar as políticas públicas nesta área melhorar a capacitação dos profissionais de saúde em orientar os pacientes a respeito das DSTs, por meio do aumento em verbas investidas nesse processo. Visa-se, por conseguinte, auxiliar mais adequadamente a população no combate e prevenção a essas infecções. Ademais, a mídia deve promover o debate das diversas consequências à saúde em geral, da contração de alguma IST. Somente dessa forma o país alcançará o patamar instituído pela OMS.