O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 14/10/2019
Promulgada pela Organizações das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, os impactos causados pelas doenças sexualmente transmissíveis impossibilitam que uma parcela da sociedade desfrute desse direito universal na prática. Nesse contexto, não há dúvidas de que o aumento de infectados é um desafio no Brasil, o qual ocorre não só pela falta de orientação adequada sobre as doenças e suas consequências, mas também pela negligência ao uso de preservativos em relações sexuais.
Vale ressaltar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Atualmente, ocupando a nona posição da economia mundial, seria racional acreditar que o Estado brasileiro possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto , e o resultado desse contraste é claramente refletido na quantidade de pessoas que não possuem o mínimo conhecimento de DST’s. Dessa forma, é inadmissível que os jovens não sejam orientados com clareza sobre os riscos de relações sexuais sem o uso da “camisinha”, fazendo com que os adolescentes fiquem expostos a doenças, como herpes, AIDS, sífilis e gonorreia.
Faz- se mister, ainda, salientar a negligencia da população ao praticar o ato sexual sem preservativo, como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da modernidade " líquida " vivida no século XXI. Sob esse viés, com a justificativa de aumentar o prazer, uma parte da população não utiliza preservativos para ter algum tipo de relação. Porém, as consequências de tal atitude podem ser desastrosas, fazendo com que aumentem o número de doenças sexualmente transmissíveis circulando na sociedade.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. É imprescindível que o governo, associado à Secretaria de Educação, insira na grade curricular matérias que discorram, sobre os riscos do sexo sem proteção. Além disso, devem-se promover palestras aos jovens já formados, informando os danos que cada DST traz à saúde. Visando diminuir a desinformação e o número de infectados entre os adolescentes. Ademais, cabe á mídia realizar propagandas, reiterando a importância do uso de preservativos, com o objetivo de desmitificar os pensamentos de que não terá prazer ao usar “camisinha”. Dessa forma, espera-se promover melhoras nas condições educacionais e sociais, fazendo valer o que está escrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos.