O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 12/10/2019
Na década de 80, o cantor brasileiro Cazuza admitiu publicamente ser portador do vírus HIV, o que gerou muita polêmica, mas abriu discussões sobre o assunto na sociedade. Apesar do lapso de tempo e dos avanços científicos na luta contra DSTs, ainda existe entraves sobre esse problema. Nesse contexto, deve-se analisar que a negligência quanto à prevenção e o preconceito influenciam o aumento dessas doenças no Brasil.
Inicialmente, é importante destacar que a negligência quanto à prevenção é agravante da problemática supracitada. Na novela “Malhação”, o personagem Bento descobre que está com HPV – por falta de prevenção –, e logo demonstra não possuir conhecimento sobre a doença ou como tratá-la. Fora da ficção não é diferente, haja vista que muitas pessoas contraem DSTs por falta de conhecimento acerca do assunto. Logo, nota-se a necessidade da educação sexual na sociedade, pois boa parte da população não sabe se prevenir ou lidar com esse tipo de doença.
Além disso, o preconceito em relação aos portadores também contribui para o problema. No período em que a AIDS teve seus primeiros registros no Brasil, houve muito preconceito em relação aos homossexuais – por serem, inicialmente, o principal grupo afetado. Houve muitos avanços na medicina, porém, ainda há discriminação em relação aos portadores dessa DST, o que faz com que os indivíduos sintam-se envergonhados e não busquem tratamentos. Consequentemente, o diagnóstico tardio pode aumentar os riscos de transmissão e até mesmo de óbito.
Portanto, ficam claros os fatores que influenciam a permanência das DSTs no país. Em razão disso, cabe ao Ministério da Educação promover palestras socioeducativas, contando com a presença de profissionais da saúde que abordem o tema educação sexual, afim de ensinar os jovens a se prevenirem e lidar com as DSTs. Ademais, o Ministério da Saúde deve lançar campanhas que influenciem a superação de preconceitos existentes em relação aos portadores dessas doenças, ajudando-os na aceitação e busca por ajuda. Dessa forma, corrobora-se a luta contra DSTs no Brasil.