O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 30/09/2019
Na década de 1980, nomes como Renato Russo, Cazuza e Freddie Mercury assustaram o Brasil com a notícia de que eram portadores do vírus causador da Aids. Essa nova doença aumentou o combate às doenças sexualmente transmissíveis. Contudo, mesmo com o avanço tecnológico e aumento da informação, o número de infectados por DST cresce no país. Isso se deve pelo fato do assusto sexo ser um tabu na sociedade e pela negligência educacional sobre o tema.
Em primeiro lugar, é necessário ressaltar que a população brasileira é conservadora em relação à questão sexual. Dessa forma, o conservadorismo reduz a discussão sobre a sexualidade e autoconhecimento do corpo dentro do próprio ambiente familiar. Isso é exemplificado pelo fato de que 56,6% dos brasileiros - segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde - não utilizam preservativos com parceiros eventuais. Nesse sentido, é visível que não há um debate sobre o assunto, muito menos ações para aumentar a profilaxia.
Ademais, desconsiderar a abordagem sobre a temática sexual nas escolas, favorece o aumento dos índices de infectados. O Brasil, ao contrário de alguns países, não possui no cronograma escolar um programa que esclarece dúvidas sobre os aspectos da sexualidade e transmissões de doenças. Sem essa bagagem de informações, o jovem chega a idade adulta sem entender o perigo que essas doenças podem acarretar como: infertilidades, natimortos, gravidez ectópica e possibilidade de óbito.
Fica claro, portanto, que para acabar com esse tabu, cabe Ministério da Educação a implementação de um programa para educação sexual em escolas com a participação de especialistas nas áreas de saúde, psicólogos e pedagogos que expliquem aos adolescentes todas as circunstâncias e problemas de realizar um sexo inseguro. Além do mais, o governo deve criar propagandas que serão transmitidas em diversas mídias para a conscientização da população sobre o tema.