O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 02/09/2019

Na Grécia Antiga, as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) eram denominadas de doenças venéreas, pois faziam referências às sacerdotisas dos templos de Vênus, que exerciam a prostituição como forma de culto à Deusa do Amor. Apesar do romantismo explícito no nome genérico, essas doenças levavam os indivíduos à morte. A partir disso, de maneira semelhante, vê-se a necessidade, hoje, de discutir no Brasil sobre o aumento do número de infectados por DSTs. Nesse sentido, cabe analisar problemáticas como: a falta de informação e o preconceito com os portadores dessas enfermidades, em busca de soluções eficientes para findar essa óbice.

Em primeiro plano, é ideal esclarecer que a desinformação presente entre os grupos mais vulneráveis como: homossexuais, jovens e indivíduos de baixa renda, tornam-os suscetíveis às doenças como herpes, sífilis e AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 80% das pessoas nunca fizeram o teste de HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Em suma, a falta de informação faz com que os indivíduos não se preocupam em prevenir-se, e dessa forma, estão propícios à propagar essas doenças e à procurar o diagnóstico tardiamente, o que leva o ser humano a óbito.

Ainda sob essa perspectiva, interessa lembrar que há um preconceito enraizado na sociedade perante aos homossexuais, visto que desde 1982 as DSTs passaram a ser conhecidas como ´´câncer gay´´ pois a população associava a disseminação dessas doenças com à homossexualidade. Todavia, o aclamado filme Filadélfia estrelado em 1993 e dirigido por Jonathan Demme, retratava a vida de um homem homossexual, que descobre ser portador da AIDS, ele perde seu emprego apenas pelo seu problema de saúde. Em síntese, esse simbólico filme mostra como uma parcela da sociedade preconceituosa e homofóbica associava a enfermidade com à sexualidade do homem, mas afinal, a doença pode se manifestar em qualquer pessoa, independente da orientação sexual.

Diante desses aspectos, torna-se necessário tomar medidas para deslindar a questão do aumento do número de infectados por DSTs no Brasil. Dessa maneira, é preciso que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) com o apoio de profissionais da área da saúde façam eventos sociais, que serão realizados em escolas públicas e privadas, como palestras que terão o objetivo de discutir os meios de prevenção das DSTs e que elas não estão restritas aos homossexuais. Para que a população possa estar alerta em relação à essas enfermidades, e que o preconceito e a discriminação possam diminuir, já que, o fim dessas problemáticas seriam utopias.