O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 27/08/2019

A década de 90 foi marcada pela morte de artistas como Cazuza e Fred Mercury, ambas ocasionadas pela AIDS. Desde então a medicina avançou e possibilitou a convivência do portadores com o vírus, mesmo que a cura não seja efetiva. Nesse sentido, é possível observar a banalização das Doenças Sexualmente Transmissíveis, visto que aumentou o índice de infecções devido a imprudência de parte da população.

Em primeira análise, vale ressaltar que a gênese da problemática é o desconhecimento do jovem para com as DSTs. É indubitável que a falta de informação sobre o assunto é o potencializador da problemática, pois de acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas infectadas é maior na faixa etária de 20 a 24 anos, ou seja, não acompanharam o drama vivido pelo “surto da AIDS” nos anos 90. Ademais, nota-se um descaso das autoridades governamentais ao analisar a falta de educação sexual nas escolas públicas, fato é que 40% dos adolescentes com a vida sexual ativa fazem sexo sem preservativos, esses são dados de uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo.

Outrossim, é possível observar também, pouca preocupação em adquirir as DSTs devido a possibilidade de cura e/ou conviver com essas doenças. Entretanto, é necessário frisar que a contaminação traz graves prejuízos para a saúde dos indivíduos. Exemplo é o coquetel utilizado no tratamento da AIDS, que é disponibilizado pelo Governo brasileiro de forma gratuita, no entanto tem efeito colaterais fortes para aqueles que o consomem. Desta forma, faz-se necessária a mudança de paradigma com o intuito de reverter a situação atual no Brasil.

Portanto, é de extrema importância trabalhar de forma incisiva na origem do impasse. O Ministério da Saúde aliado com o Ministério da Educação devem promover palestras socioeducativas nas instituições de ensino, com médicos, psicopedagogos e vítimas das DSTs, com o objetivo de expor para os jovens a forma adequada de se prevenir dessas doenças e também quais as consequências de conviver infectado. Além disso, o Governo deve fazer parcerias público-privadas com as principais emissoras televisivas para incluir a temática na mídia, com o objetivo de disseminar a informação para alcançar o maior número de pessoas possíveis. Dessa forma, a informação trabalhará como uma medida profilática contra a ignorância dos indivíduos perante a problemática.