O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 18/08/2018

De acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas, cerca de 42% da população brasileira faz sexo sem preservativo. É notório que essa prática é um problema recorrente no Brasil, uma vez que, fazer sexo sem se precaver é uma porta de entrada para Doenças Sexualmente Transmissíveis. Faz-se pertinente, assim, um olhar construtivo acerca das questões que envolvem o aumento do número de casos de jovens com DSTs no Brasil, bem como seus reflexos na sociedade, a fim de propor melhorias no problema em questão.

Em uma análise inicial, é válido ressaltar que o descaso dos jovens com relações a própria saúde é um dos empecilhos que dificultam a resolução da problemática. Isso acontece porque, no século XXI, muitas pessoas ainda não se dispõem a buscar métodos preventivos para não contrair nenhuma doença por causa da falta de tempo relacionado ao trabalho ou a escola, assim, como diz Lair Ribeiro: “quem não tem tempo para cuidar da saúde, vai ter que arrumar tempo para cuidar da doença”.

Pontua-se, ainda, que a falta de informação e comunicação com os jovens reflete negativamente na sociedade. Isso se dá devido, principalmente, ao fato de que o sexo ainda é considerado um tabu. Por causa disso, muitos jovens se sentem envergonhados de conversar sobre isso com alguém, principalmente com os pais. Então, essa falta de informação sobre os prejuízos de tal ato sem prevenção faz com que os adolescentes adquiram doenças. Além disso, de acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas, cerca de 20% da população acredita que exista cura para a Aids, outro reflexo da falta de informação que atinge o país.

Nota-se, portanto, que discutir caminhos para se combater o número de casos de DSTs no Brasil é imprescindível. Diante disso, é necessário que o Ministério de Educação, em parceria com as escolas, promova palestras e debates sobre a importância do uso de preservativo nas relações sexuais, para que assim o jovem tenha consciência de suas atitudes e ponha em prática o que lhe foi repassado na escola. Além disso, os meio de comunicação devem promover campanhas conscientizadoras e comerciais acerca do assunto, para que ele pare de ser considerado um tabu em casa e no âmbito social. Tais ações com o objetivo de promover a diminuição do número de pessoas com doenças sexuais no país, bem como melhorar a qualidade da saúde da população.