O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 04/08/2018

A partir do século XVIII, desde os processos denominados “Revoluções Industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercados. Nesse sentido, surge a dificuldade de se conscientizar a população sobre a importância da saúde preventiva. Diante disso, convém realizar uma análise crítica do aumento de pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis no Brasil.

A priori, é indubitável a falta de programas educativos sobre os métodos de saúde preventivo. Dessa forma, o economista britânico Arthur Lewis, ganhador do Prêmio Nobel, relata que a educação deve ser vista como investimento. Assim sendo, é inadmissível a precariedade das instituições educacionais na abordagem de informações sobre as doenças sexualmente transmissíveis.

Somado a isso, cabe destacar o desinteresse da população em se informar e precaver. Com efeito, cria-se o consenso popular de normalidade perante uma doença, quando não se vive a luta contra ela, deixando para tomar medidas apenas depois do ocorrido. Sob tal óptica, o cenário nacional parece fazer alusão contrária aos princípios de Lewis, pois a incúria ocorrida pelo Estado contribui, principalmente, para a desinformação da população.

Diante do exposto, é fundamental que o Ministério da Saúde fomente o uso de campanhas preventivas, por meio de palestras em escolas, já que ela possui um papel fundamental na formação dos educandos, juntamente em eventos abertos e redes sociais, a fim de instruir toda a sociedade. Ademais, é preciso que a população participe das reuniões em postos de saúde, para compreender e se efetivar no conhecimento de métodos de prevenção, adotando essas medidas diariamente. Desse modo, será possível reduzir o número de brasileiros infectados.