O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 04/08/2018
DSTs, as ameaças negligenciadas
No filme The Normal Heart uma nova doença assola a cidade de São Francisco e o mundo: a Aids; apenas uma médica em todo o país se dispôs a tratar e investigar tal infecção, ato visto com ignorância, repúdio e preconceito pela maior parte da sociedade. Fora das telas e na atualidade, no Brasil, embora a conscientização sobre DSTs seja bem mais ampla, o número de infectados aumenta a cada ano, sendo um problema de saúde pública.
Segundo uma matéria do Jornal UOL, 6 a cada 10 jovens no Brasil não possuem o costume de usar preservativo - forma mais segura de prevenção contra as mais variadas infecções sexualmente transmissíveis. Isso mostra que essas doenças não são levadas a sério por essas pessoas. A partir de atitudes como essa, doenças como a sífilis tiveram um aumento de 32,7% por transmissão sexual, conforme o Ministério da Saúde, entre os anos de 2014 e 2015. Além disso, as ISTs, como são chamadas agora, podem ser assintomáticas em algumas pessoas, sendo transmitidas para outras e debilitando o organismo delas até atingirem um estágio avançado do qual nem todos são recuperados com exito.
Embora o governo promova a oferta de preservativos nos postos de saúde, essa medida não vem se mostrando eficaz, os jovens, que são o grupo mais afetado, não possuem conhecimento da gravidade dessas doenças ou temem pelo julgamento que sofreriam nesses estabelecimentos tendo em vista a característica conservadora da sociedade brasileira. Isso os leva a agir de maneira imprudente colocando não só a própria vida, como a de seus parceiros, em risco. Somado a isso, a falta de educação sexual agrava ainda mais esse problema, a maior parte da parcela da população que utiliza o preservativo não sabe ao certo como fazê-lo. Assim, a eficiência do mesmo cai consideravelmente tanto para transmissão de doenças, quanto para casos de gravidez.
Portanto, medidas são necessárias para resolver essa problemática. O Ministério da Saúde deve instituir nos colégios e em outras intituições públicas a oferta de preservativos em locais mais isolados, como nos banheiros, para garantir uma maior privacidade a quem os obtêm, promovendo assim, uma maior utilização da camisinha. Ademais, o Ministério da Educação, junto ao Conselho Federal de Medicina, deve criar um projeto de palestras anuais em todo o sistêma de ensino brasileiro público e privado sobre educação sexual e ISTs, garantindo assim, que esse tema deixe de ser um tabu e passe a ser discutido e trabalhado por todos. Com isso, será possível inverter esse cenário e tornar a sociedade verde-amarela mais segura aos que vivem nela.