O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 04/08/2018
Sabe-se que a partir dos anos 60, surgiram movimentos hippies com o slogan “Faça amor, não faça guerra”. Nesse contexto de liberdade sexual, aumentou-se o índice de doenças sexualmente transmissíveis, sobretudo, a AIDS que teve seu auge nos anos 80. De maneira análoga a esse período,
a geração contemporânea sofre com o surto de doenças como a Sífilis e a Gonorreia, causadas, principalmente, pela falta de elucidação dos jovens a respeito do problema, bem como o avanço de aplicativos digitais que influenciam tal ato.Logo, medidas são necessárias para combater esse impasse.
O filósofo alemão Goethe defende: “não há nada mais assustador que a ignorância em ação”. Nesse sentido, a falta de elucidação dos jovens, no que tange aos riscos de contaminação das DST’s, obstaculiza a problemática abordada. Isso se deve, muitas vezes, devido ao pouco diálogo existente entre pais e filhos, posto que a família acredita ser papel da escola repassar esse tipo de alerta aos jovens. Entretanto, o acompanhamento familiar é, indiscutivelmente, o maior aliado na prevenção dessas doenças. Consoante a isso, o site Adolescência e Saúde mostra que, apesar de 76% da população sexualmente ativa ter conhecimento sobre o preservativo feminino, apenas 3,3% já tinha feito uso. Assim, as campanhas governamentais devem ser realizadas durante todo o ano, visto que elas só enfatizam a questão da preservação na época das festas carnavalescas.
Outrossim, existe a suspeita de que os aplicativos que promovem encontros sexuais, como o Tinder e o Grindr (voltado para o público gay), possam dar sua contribuição na disseminação das doenças de antigamente. “As pessoas parecem que se previnem menos quando utilizam esses aplicativos”, diz Jairo Bouer, médico psiquiatra. Todavia, embora essas redes virtuais apresentem aspectos negativos, é preciso saber utilizá-las para a conscientização dos usuários em relação ao problema, visto que a internet é um ótimo meio para a propagação de ideias e hábitos.
Portanto, fica claro que as doenças sexualmente transmissíveis devem ser erradicadas, visto que elas representam um risco à saúde dos brasileiros, e também aumentam o índice de mortalidade infantil prematura. A fim de solucionar o impasse, o Ministério da Educação, atuando dentro dos ambientes escolares e universitários, deve criar uma oficina de aprendizagem científica sobre os riscos e formas de transmissões das DST’s, abrindo espaço para as famílias dos discentes participarem do projeto, com o fito de esclarecer as possíveis dúvidas sobre o problema, além de promover um ambiente de interação entre pais e filhos. Ademais, o Congresso Nacional deve elaborar uma lei para obrigar os apli- cativos de relacionamentos virtuais a alertarem sobre a necessidade da preservação sexual, veiculando imagens, fotos e vídeos, a fim de conscientizar os usuários e eliminar o impasse da sociedade.