O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 31/07/2018
De acordo com o artigo 19, da Constituição Cidadã, a saúde é direito de todos e é dever do Estado promover políticas públicas de prevenção, de tratamento e de acompanhamento. No entanto, tal perspectiva se distancia da realidade brasileira, visto que, hodiernamente os casos de DST’s têm aumentando de maneira constante. Desse modo, alguns fatores que circundam o combate à esse aumento devem ser revistos, dentre eles, a falta de informação, a negligência do governo e a falta de informação qualificada.
Cabe pontuar, a princípio, que os avanços do tratamento das DST’s fizeram com que muitos jovens perdessem o temor a essas doenças. Isso é intensificado, pois muitos jovens não vivenciaram a epidemia da década de 90. Dessa maneira, a juventude, na maioria das vezes, banalizam os métodos de preservação, como a camisinha, por exemplo. Sob esse viés, dados oficiais divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), apontam que mais de um terço dos jovens não utilizam camisinha na primeira relação sexual. Assim, é indubitável que a quantidade de jovens infectados aumentará na faixa de 14 a 25 anos, como é mostrado no site de informações da Globo.
Além disso, vale ressaltar que o governo, não raro, é ineficiente quanto às suas políticas de prevenção e acompanhamento. Isso porque, as campanhas sobre o enfrentamento das DST’s são mais agregadas durante o carnaval. Em vista disso, no decorrer do ano, as campanhas são esquecidas e, consequentemente, poderá acarretar em um aumento na taxa de infectados. Nesse contexto, deve-se citar a obra “Depois daquela viagem” da autora Valéria Prassa, a qual conta a sua biografia, uma jovem, desinformada sobre as doenças sexualmente transmissível, aceitou a se relacionar sem camisinha com seu primeiro namorado e foi diagnosticada pelo vírus do HIV. Logo, pueril não afirmar que a falta de informação é crucial para o desenvolvimento dessas doenças.
Diante ao exposto, é incontrovertível que ainda há percalços no que tange ao combate das DST’s no Brasil. Portanto, é dever do Estado, junto ao Ministério da Educação, incluir na base curricular do Ensino Médio aulas de educação sexual. Isso pode ser ampliando por meio de oficinas extracurriculares que abrangem não só a teoria, mas também à prática, e ensinando a cerca desse assunto e o uso de preservativos, a fim de esclarecer os alunos antes da sua primeira relação sexual. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde intensificar as campanhas midiáticas durante todo o ano. Essa medida pode ser realizada por meio de propagandas e cartilhas que relatam casos sobre pessoas que tiveram DSTs, para que tornem-nas responsáveis durante os atos sexuais. Dessa maneira, poder-se-á amenizar os casos de DST’s no Brasil e fazer válido o direito à saúde como proposto na Constituição Cidadã.