O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 26/07/2018

O filme “Clube de Compras Dallas” discorre sobre a vida de um sujeito com AIDS e a sua busca pela sobrevivência. Fora da ficção, a problemática das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) também é grave, pois há um aumento dos casos no Brasil, principalmente entre os jovens, devido à uma educação sexual precária e à dificuldade de se atingir esse público pelos meios de comunicação tradicionais.

Nesse sentido, a educação sexual ainda é um taboo na sociedade. Dentro dos grupos familiares o assunto é pouco discutido, bem como nas escolas, as quais vem sofrendo um boicote em suas iniciativas de debater a questão. Um exemplo é o caso do político Jair Bolsonaro, que deprecia os projetos de educação sexual nas instituições de ensino, dificultando ainda mais o processo. Desse modo, os jovens não são educados para uma vida sexual saudável, tem relações sexuais desprotegidas e, consequentemente, há um aumento nos casos de DSTs, o qual foi de 85% nos últimos dez anos, conforme dados do Ministério da Saúde (MS).

Entretanto, muitos problemas dificultam a resolução desse impasse. Campanhas de televisão ou panfletos não são suficientes para atrair a atenção da atual juventude, que caracteriza-se por ser dinâmica e digital, conforme aborda a série “Juventudes Conectadas”. Assim, as estratégias de comunicação utilizadas hoje pelo governo para alertar os jovens sobre as DSTs precisam ser remodeladas.

Portanto, é necessário intervir na situação. O departamento de comunicação do Ministério da Saúde deve realizar campanhas em novos formatos, por meio de canais de influenciadores digitais no YouTube, como Felipe Neto e Dani Russo, os quais falassem sobre prevenção de DSTs. Eles também encaminhariam os jovens para uma plataforma on-line gerida pelo MS onde, em tempo integral, profissionais da saúde sanassem dúvidas sobre o tema. Enfim, haveria mais educação sexual e diálogo com esse público, criando um cenário favorável para uma maior prevenção das DSTs no país.