O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 25/07/2018

É incontrovertível que as doenças sexualmente transmissíveis são um problema recorrente na história humana. Na Idade Média, por exemplo, uma enfermidade desconhecida - depois chamada de sífilis - surgiu de forma epidêmica, na Europa, fazendo milhares de vítimas. Apesar do Brasil ser referência no combate às DST’s, tem-se, hoje, um contexto análogo a essa situação:  anualmente, cresce o número de pessoas infectadas por essas doenças. Sendo assim, encontrar caminhos para combater o aumento das DST, no Brasil, é um desafio que precisa ser enfrentado pela sociedade civil e pelo Estado.

Primordialmente, ressalta-se que, no Continente Americano, o Brasil é vice-campeão no aumento de casos de DST, em 2017, os casos de Aids, principalmente entre adolescentes, aumentaram 3% em relação ao ano de 2015, devido ao sexo sem preservativo, segundo dados do Ministério da Saúde. À vista disso, é perceptível que existe uma banalização dos males que esse patógeno pode provocar, por causa da evolução de técnicas de tratamento e dos coquetéis de drogas que prolongam a sobrevida dos pacientes, pois levam à falsa ideia de que a Aids se cura com remédios, aumentando drasticamente as ocorrências dela. Isto posto, é possível destacar o filme “Kids”, em que o protagonista adquire HIV em virtude de ter relações sexuais desprotegidas.

Outrossim, ainda há uma excessiva falta de informação sobre essas patologias, uma vez que os jovens passam a maior parte da vida no ambiente escolar, todavia a escola não dispõe de nenhuma disciplina acerca da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. O fato social é a maneira coletiva de agir e pensar, conforme Durkheim. Ao seguir essa linha de raciocínio, verifica-se que o aumento dos infectados por DST’s se encaixa na tese do sociólogo, já que, se o adolescente está inserido em um ambiente em que a família não aborda esse tema, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Desse modo, existe a perpetuação da desinformação sobre as mazelas, transmitida de geração em geração, funcionando como base forte dessa forma de pensamento.

Diante dos argumentos supracitados, é inegável que o Ministério da Saúde deve orientar projetos que promovam a informação em ambientes públicos, centros médicos, por meio de cartazes educativos e orientações médicas, além de implementação de máquinas de preservativos nas escolas públicas e postos de saúde. Ademais, é cabível ao Ministério da Educação implementar uma nova disciplina, para o ensino fundamental e médio, sobre educação sexual, com intuito de minimizar os casos de jovens infectados por DST’s.  Logo, impedindo o Brasil de passar por uma epidemia de doenças sexualmente transmissíveis e melhorando a qualidade de vida do tecido social.