O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 08/08/2018

Infecções sexualmente transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros micro-organismos e transmitidas por contato sexual. No século XX, devido ao “boom” que a AIDS causou a população buscou a prevenção e combate de tais doenças. Contudo, o número de jovens infectados aumentou, o que gerou preocupação do Ministério da Saúde, pois representa uma questão de saúde pública e demonstra que essa população não tem se prevenido.

Cazuza e Renato Russo são símbolos da luta contra a AIDS. Os jovens da década de 70 e 80 cresceram vendo seus “ídolos” perderem suas vidas devido a doenças sexualmente transmissíveis. A população da contemporaneidade, principalmente de 20 a 29 anos, não vivenciou as mortes por complicações do vírus e por isso, tem menos prudência - banaliza-se os males das IST e abre-se mão da proteção sexual. Tal situação favorece o número crescente de casos de infectados, principalmente aqueles com múltiplos parceiros, que muitas vezes deparam-se com as infecções sexuais assintomáticas e acabam propagando a contaminação. Prova disso é a sífilis que cresceu mais de 600%  em apenas 6 anos, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e a AIDS que o número de casos entre jovens aumentou 35%  em 2014, de acordo com o Ministério da Saúde.

É fundamental pontuar também o sentimento de segurança que os jovens sentem. Muitas doenças são negligenciadas por essa faixa etária, pois acredita-se na cura e no tratamento delas. A AIDS, por exemplo, ainda que não tenha cura é tratável, sendo que o indivíduo aidético consegue levar uma vida normal devido aos coquetéis de remédios. Dessa forma, cerca de 21% dos jovens de 15 a 24 anos acha que existe cura para AIDS e não se preocupa com a doença. Sem contar na segurança do sexo sem camisinha entre parceiros de relacionamentos duradouros, onde a prática é constante e os métodos contraceptivos são deixados de lado. Além disso, na realidade de vida social, como festas e baladas, muitos descuidam na proteção por achar que não serão eivados pelas infecções.

Portanto, é notório a mudança no comportamento sexual dos jovens, em especial entre 15 a 29 anos. Ainda que a propagação das informações seja presente nas mídias e redes sociais, é preciso discutir no dia a dia dessa população. Muitas vezes, a abordagem tem sido de maneira antiquada e envolve o sexo como tabu. Logo, o Ministério da Educação deve inserir na grade escolar aulas de educação sexual, em que os jovens, a partir do Ensino Médio, teriam conteúdos voltados a esclarecimento sobre: a relação sexual,  uso de preservativos e métodos contraceptivos, as infecções sexualmente transmissíveis - podendo contar com médicos e psicólogos subsidiados pela Secretaria de Saúde, a fim de informar e reafirmar a importância do sexo seguro.